O KNCR11 anunciou a redução do pagamento de dividendos para R$ 1,00 por cota, referente ao resultado de fevereiro de 2026, menor patamar em 14 meses. No mês anterior, o fundo havia distribuído R$ 1,20 por cota, evidenciando um ajuste no rendimento mensal diante do cenário de alocações e sazonalidade de resultados. Considerando a cota a R$ 107,39 no fechamento de fevereiro, o retorno mensal foi de aproximadamente 0,93% sobre o preço de mercado.
Os dividendos do KNCR11 serão pagos em 12 de março aos investidores com posição até 27 de fevereiro, mantendo isenção de imposto de renda para pessoas físicas. A política de distribuição segue alinhada ao fluxo de receitas dos ativos da carteira e à dinâmica de caixa do fundo.
A queda no rendimento ocorre em um contexto de recomposição da carteira e novas alocações, o que pode provocar variações temporárias no nível de proventos. Ainda assim, o fundo preserva seu perfil defensivo e foco em crédito de qualidade, com diversificação por emissores e lastros.
A carteira do FII KNCR11 mantém estratégia concentrada em CRIs pós-fixados de baixo risco, refletindo a preferência por indexação ao CDI em ambiente de juros elevados. Ao final de fevereiro, 80,6% do patrimônio estava alocado em ativos-alvo, sendo 80,5% em CRIs atrelados ao CDI, com remuneração média de CDI + 2,08% ao ano e prazo médio de 3,7 anos.
Além disso, o portfólio contava com 9,4% em LCI e 9,9% em instrumentos de caixa, garantindo liquidez para oportunidades e gestão tática. Entre as alocações recentes, destacam-se R$ 189,4 milhões em novas operações de CRI, distribuídas em duas estruturas indexadas ao CDI.
Uma operação de R$ 91,4 milhões foi contratada a CDI + 1,64% ao ano, vinculada ao Bauru Shopping, enquanto outra, de R$ 98,0 milhões, foi firmada a CDI + 1,73% ao ano, relacionada ao Midway Mall, em Natal (RN). A gestão reportou cerca de R$ 1,3 bilhão em operações em diligência e estruturação, com desembolsos previstos para as próximas 8 a 12 semanas, no contexto da alocação dos recursos da emissão em andamento. Para o investidor, o acompanhamento do pipeline e da execução das alocações será chave para avaliar a trajetória futura dos proventos do dividendos do KNCR11.