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Fonte:
FIIs

RECR11 corta provento a R$ 0,7253; paga em 13 de março

RECR11 corta provento a R$ 0,7253; paga em 13 de março
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário RECR11 confirmou a distribuição de R$ 0,7253 por cota referente ao resultado de fevereiro de 2026. O pagamento ocorre em 13 de março para investidores com posição até 6 de março, mantendo a previsibilidade do calendário do fundo. A distribuição marca o menor patamar em 17 meses, refletindo ajustes de mercado e a performance dos indexadores.

Com a cotação de fechamento em R$ 82,42 em fevereiro, o provento implica retorno mensal próximo de 0,88% sobre o preço de mercado. Os rendimentos do RECR11 seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme a legislação aplicável aos fundos imobiliários, o que preserva a atratividade líquida do fluxo de caixa ao cotista.

O RECR11 tem foco em investimento e gestão de ativos de renda fixa imobiliária, com predominância de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Essa estratégia busca equilibrar retorno e risco por meio de garantias reais e diversificação de emissores e setores, priorizando lastros atrelados à inflação e ao CDI para proteção do poder de compra e mitigação de volatilidade.

Composição da carteira do RECR11

Em janeiro de 2026, aproximadamente 95% do portfólio do fundo imobiliário RECR11 estava alocado entre CRIs e FIIs, totalizando R$ 2,44 bilhões. A maior fatia concentrava-se em CRIs, com R$ 2,22 bilhões, seguida por R$ 90,3 milhões em FIIs e R$ 75,9 milhões em imóveis. Fundos com liquidez diária somavam R$ 53,4 milhões, enquanto outros ativos representavam R$ 3,8 milhões.

A carteira de CRIs apresenta predominância de papéis indexados à inflação. Cerca de 57% dos créditos estão vinculados ao IPCA, enquanto 27% também seguem o IPCA com cláusula de não negatividade, reduzindo o impacto de deflações. Papéis atrelados ao CDI representam 13%, ao IGP-M somam 3% e à TR apenas 0,1%.

No recorte de risco, 71% da carteira possui perfil corporativo e 29% está classificada como pulverizada, distribuindo a exposição entre múltiplos devedores. Por segmento, incorporação imobiliária lidera com 31%, seguida por loteamentos (18%), hotelaria (13%), investimentos imobiliários (12%) e operações com pessoas físicas (11%). Esse arranjo favorece resiliência operacional em diferentes ciclos do mercado.

Para o cotista, a manutenção da isenção fiscal, aliada à diversificação setorial e indexadores predominantemente inflacionários, sustenta a tese do RECR11 como gerador de renda periódica, ainda que com ajuste pontual no patamar de distribuição.

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