O fundo imobiliário VILG11 reportou resultado de R$ 12,606 milhões em fevereiro, equivalente a R$ 0,84 por cota, superando o desempenho de janeiro (R$ 11,693 milhões). A gestão atribui parte da alta a efeitos não recorrentes, além da contribuição operacional do portfólio logístico. O pagamento de dividendos de R$ 0,82 por cota reflete esse avanço e reforça a trajetória de recuperação do fundo no período recente.
A distribuição atual figura entre as maiores da história do VILG11, ficando apenas abaixo do recorde de R$ 0,846 por cota, registrado em março de 2019. Com isso, o patamar de proventos atingiu seu maior nível em sete anos, indicando solidez na geração de caixa e captura de ganhos extraordinários. Após os rendimentos, o fundo preservou R$ 1,602 milhão em resultados não distribuídos (R$ 0,11 por cota) como reserva.
Do total apurado no mês, R$ 7,463 milhões foram originados diretamente do desempenho dos imóveis do portfólio, representando R$ 0,50 por cota. Esse componente operacional ajuda a sustentar a previsibilidade dos fluxos, ainda que os efeitos não recorrentes tenham ampliado o resultado no curto prazo. A gestão reitera que receitas de outros FIIs em carteira do FII VILG11 são contabilizadas como receita financeira.
A estratégia recente incluiu uma operação divulgada em novembro de 2025, com venda de ativos e negociação de cotas de HGLG11 no mercado secundário. Parte do recebimento ocorreu em cotas, cujo ganho de capital será reconhecido à medida que forem alienadas. Em fevereiro de 2026, o VILG11 vendeu 194.089 cotas do HGLG11, gerando R$ 30,5 milhões em caixa.
Ao fim de fevereiro, o fundo ainda detinha 3.229.307 cotas de HGLG11, avaliadas em aproximadamente R$ 513,4 milhões. Essa posição remanescente pode seguir contribuindo para o resultado contábil conforme forem realizadas novas vendas, respeitando a estratégia tática de captura de valor no mercado secundário.
A gestão do fundo imobiliário VILG11 projeta distribuição entre R$ 0,80 e R$ 0,87 por cota no primeiro semestre de 2026. O pagamento atual de R$ 0,82 está em linha com o intervalo estimado e representa alta de 10,8% frente ao final de 2025, embora as projeções não constituam garantia de retorno futuro.