O MCCI11 reportou resultado líquido de R$ 14,936 milhões em janeiro de 2026, uma queda de 25% em relação aos R$ 20,007 milhões de dezembro. As receitas do mês somaram R$ 16,369 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 1,433 milhão, refletindo um cenário de menor geração de caixa frente ao mês anterior.
Mesmo com a retração no lucro, a gestão manteve a política de distribuição e repassou R$ 16,96 milhões aos cotistas, equivalente a R$ 1,00 por cota. Esse montante superou o resultado do período, evidenciando o uso tático de reservas para suavizar oscilações mensais.
Com base no preço de fechamento de R$ 94,50 por cota em janeiro, a remuneração implica um dividend yield anualizado próximo de 13,5%. A estratégia busca preservar a atratividade do fundo diante do patamar atual de cota e do ambiente de juros, reforçando a previsibilidade para o investidor.
Para viabilizar o pagamento acima do lucro mensal, o MCCI11 utilizou R$ 0,12 por cota em resultados acumulados. Ao fim de janeiro, o fundo permaneceu com R$ 0,34 por cota em resultado não distribuído, reserva que seguirá sendo consumida de forma gradual para acomodar eventuais variações de caixa.
Essa abordagem permitirá diluir picos e vales na geração de resultado, mantendo a consistência das distribuições mensais. A gestão indica que o saldo remanescente será direcionado conforme a dinâmica de receitas dos CRIs da carteira e o cronograma de amortizações e prêmios.
Projeção de rendimentos do MCCI11
A administração projeta faixa de R$ 0,90 a R$ 1,00 por cota mensais no primeiro semestre de 2026, com reflexos no pagamento de julho. No nível atual de preço, a estimativa sinaliza retorno anualizado em torno de 13,5%, próximo ao teto da banda, caso as condições de mercado e da carteira se mantenham.
Em janeiro, o fundo realizou novo aporte de R$ 33,8 milhões no CRI JALGP, remunerado a IPCA + 10,90% ao ano, acrescido de prêmio de 1,65%. O crédito financia aquisição de terrenos e desenvolvimento de projetos residenciais de alto padrão no Itaim Bibi (SP), contando com garantias robustas e reforçando a tese de carteira resiliente. Segundo a gestora, todos os CRIs seguem adimplentes, com as parcelas de fevereiro já liquidadas.