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FIIs

Venda de 4,5% do Pátio Paulista por R$ 113 mi vai a voto no BBIG11

O BBIG11 convocou uma assembleia extraordinária para deliberar a venda de 4,5% de sua fatia no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo, reforçando sua gestão ativa de portfólio. A proposta envolve a alienação por R$ 113,45 milhões à Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A., que atua como consultora imobiliária do fundo, exigindo atenção dos cotistas ao possível enquadramento como parte relacionada. A votação eletrônica, pela plataforma Cuore, segue aberta até 13 de março de 2026.

Em três parcelas, o pagamento prevê 70% à vista até 8 de abril de 2026 e o saldo dividido em duas parcelas iguais, com vencimentos em 12 e 24 meses. A administração sustenta que a operação foi estruturada em condições de mercado e recomenda aprovação, destacando que o preço reflete os fundamentos do ativo e o cenário setorial.

Conforme a regulação da CVM, transações com partes relacionadas podem configurar potencial conflito de interesses, o que explica a necessidade de deliberação em assembleia. O processo de voto ocorre pela Cuore, via e-mail remetido por [email protected], e exige informar os quatro últimos dígitos do CPF ou CNPJ para acesso seguro.

O portfólio do BBIG11 é concentrado em shopping centers voltados às classes A e B, localizados em eixos de alta renda. Desde 2024, o fundo expandiu posições em ativos estratégicos, incluindo Shopping Rio Sul, Shopping Pátio Higienópolis e Shopping Pátio Paulista, buscando escala e eficiência operacional.

Segundo análises do BB-BI, as vendas parciais podem reduzir o endividamento após emissões de CRIs em 2025, com potencial de reforço à estrutura de capital. A alienação, nesse contexto, visa capturar ganho de capital, diminuir despesas financeiras e preservar a distribuição de dividendos, mantendo a atratividade do fundo para investidores de renda.

Como consultora e compradora, a Iguatemi aporta conhecimento operacional e sinergias no ativo, o que sustenta a tese de preço justo. Para os cotistas, a deliberação oferece transparência e alinhamento com as melhores práticas de governança. Em caso de aprovação, a conclusão financeira em etapas deve equilibrar liquidez imediata e previsibilidade de recebíveis, apoiando a estratégia do BBIG11.

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