Os investidores não residentes no Brasil responderam por 23,8% do volume negociado em fiagros na B3 em fevereiro de 2026, segundo boletim mensal da bolsa. O dado indica presença relevante do capital estrangeiro nas operações, ainda que a base de cotistas siga concentrada em investidores individuais. Quase um em cada quatro reais movimentados no mercado secundário desses fundos teve participação externa.
Entre os detentores de cotas, a predominância segue com pessoa física, que concentrou 92,4% das posições em custódia em fevereiro. Já os não residentes representaram apenas 0,4% das posições, enquanto investidores institucionais responderam por 6,3%. A discrepância entre volume negociado e participação na base sugere atuação mais tática dos estrangeiros.
Instituições financeiras detinham 0,4% das posições e outros investidores somavam 0,5%, reforçando a concentração nos indivíduos. No recorte por volume, os investidores pessoa física responderam por 68,8% das negociações no período, ao passo que os institucionais participaram com 3,5% e as instituições financeiras com 3,3%. Outros investidores ficaram com 0,6%.
A relevância estrangeira no volume, mesmo com baixa presença na custódia, sinaliza maior rotatividade no mercado secundário e possível busca por oportunidades em crédito e renda do agronegócio. Esse movimento contribui para liquidez e formação de preços, embora não altere de imediato a estrutura da base de cotistas.
Estudo do boletim aponta ainda que o estoque total de fiagros listados na B3 somou R$ 11,7 bilhões em fevereiro de 2026. O montante reflete o patrimônio dos fundos negociados, oferecendo um retrato do tamanho do mercado e de sua capacidade de captar recursos para o setor agroindustrial.
A base de cotistas alcançou 575,6 mil investidores no mês, ante 568,9 mil em janeiro, um acréscimo de 6,7 mil. As pessoas físicas mantiveram 574,6 mil posições, evidenciando a capilaridade desses produtos entre investidores de varejo e a continuidade da expansão do ecossistema de fundos do agronegócio.