O fundo imobiliário MXRF11 confirmou a distribuição de R$ 0,095 por cota para investidores posicionados até 31 de março, com pagamento em 15 de abril. A decisão encerra a sequência de 11 meses com proventos de R$ 0,10 por cota e reflete o ajuste da carteira diante do cenário de crédito e inflação. Com a cota a R$ 9,92, o yield mensal projetado é de aproximadamente 0,957%.
A gestão do MXRF11 mantém cerca de 80% do portfólio em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), priorizando operações com bom perfil de risco, garantias robustas e taxas competitivas. A atuação no mercado secundário segue como alavanca adicional de retorno, buscando captar ganhos de capital e atualização monetária em janelas oportunas.
Como estratégia de diversificação, os 20% restantes reúnem permutas financeiras e posições via FIIs com teses semelhantes ao crédito. Nessas permutas, a estrutura é atrelada ao INCC acrescido de prêmio, buscando retornos superiores com controle de risco e cronograma de desembolsos alinhado ao avanço das obras. Entre as metas, está preservar a disciplina na relação risco-retorno.
Recentemente, o fundo imobiliário reforçou a exposição ao crédito no mercado primário, incluindo novo CRI e ampliação da posição no CRI Nova Milano KSM, em operação próxima de R$ 32 milhões a IPCA + 10% ao ano. Também aportou R$ 9,5 milhões no CRI VCA I Sênior, mantendo foco em emissores acompanhados de perto e estruturas de integração entre garantias e fluxos.
No segmento de permutas, o MXRF11 direcionou mais R$ 7,5 milhões ao projeto Campo Belo 5, que pode receber até R$ 30 milhões ao longo da execução. Em FIIs, a gestão realizou ajustes táticos: reduziu parcialmente TELM11 e MCLO11 e encerrou a exposição a HGRU11, realocando capital para oportunidades com melhor retorno ajustado ao risco.
No crédito, houve desinvestimentos próximos de R$ 29,5 milhões em ativos como MRV Pro soluto, GAV, BRF Visa e FS Infra, somando aproximadamente R$ 2,7 milhões em ganho de capital e atualização. O MXRF11 segue atento a oportunidades nos mercados primário e secundário, amparado por análise de crédito rigorosa e monitoramento contínuo das empresas emissoras.