A safra de soja brasileira segue com viés positivo para 2025/26, mesmo após episódios climáticos adversos em regiões específicas. Em abril, a StoneX elevou a projeção para 179,7 milhões de toneladas, alta de 1% frente ao mês anterior, reforçando a confiança no potencial produtivo do país. O ritmo de colheita, já próximo do fim, sustenta a perspectiva de novo recorde histórico.
A melhora em estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste compensou parte das perdas no Rio Grande do Sul, mantendo o rendimento médio nacional em 3,69 toneladas por hectare. Essa distribuição regional evidencia a resiliência do agronegócio e a capacidade de adaptação tecnológica, fatores cruciais para a produtividade da soja.
No mercado, fevereiro trouxe um movimento atípico: enquanto os futuros em Chicago (CBOT) avançaram 7%, para US$ 11,24 por bushel, o físico no Brasil recuou. Esse descolamento refletiu o pico de oferta interna durante a colheita, além de prêmios mais baixos nas tradings e gargalos logísticos que pressionaram bases e prazos de escoamento. Em Sorriso (MT), a referência chegou a R$ 100 por saca.
Diante desse quadro, o SNFZ11 reforça sua estratégia em ativos reais e geração de renda agrícola via contratos de arrendamento estruturados. Na Fazenda Xavante, a colheita foi concluída com 55 sacas por hectare; apesar do impacto climático e resultado abaixo do ciclo anterior, a receita do fundo permaneceu estável graças ao desenho contratual.
O contrato da Xavante estabelece pagamento de 25% da produtividade, com piso de 15 sacas por hectare, o que amortece oscilações e assegura previsibilidade mesmo em safras desafiadoras. As fazendas Coliseu e Triângulo seguem com colheita avançada, ampliando a visibilidade de fluxo de caixa ao longo do trimestre e diversificando o risco operacional.
A estrutura do SNFZ11 combina exposição ao desempenho produtivo com mecanismos de proteção, vinculando parte dos resultados ao preço da soja e à produtividade, mas limitando quedas abruptas de receita. Em um ambiente de prêmios comprimidos, custos logísticos elevados e volatilidade de base, o modelo contracíclico do fundo destaca-se por preservar renda e capturar recuperação de preços quando os fundamentos voltam a convergir.