O HGCR11 reportou, em março, resultado distribuível de R$ 15,071 milhões, equivalente a R$ 0,98 por cota, alta de 9,35% frente ao período anterior. A gestão efetuou distribuição de R$ 0,95 por cota em 15 de abril, preservando parte do desempenho para reforçar reservas e dar previsibilidade aos rendimentos. Esse avanço reflete ganhos operacionais e realização de resultados em créditos selecionados.
No acumulado recente, o fundo somou R$ 0,52 por cota em resultado, enquanto a inflação acruada atingiu R$ 1,06 por cota. Com isso, o total de R$ 1,58 por cota ao fim de março superou os R$ 1,51 de fevereiro, evidenciando evolução consistente dos proventos. A combinação de indexadores e gestão ativa favoreceu a captura de inflação e prêmio de risco.
A alocação do portfólio segue elevada, com 98% do patrimônio líquido investido e 89,1% expostos a 44 CRIs e 3 operações estruturadas, cuja rentabilidade média ponderada é de 15,4% ao ano. O IPCA permanece como principal referência, compondo 84,5% dos ativos com taxa média de IPCA + 9,0% ao ano, enquanto o restante se distribui entre CDI, prefixados e IGP-M.
Em renda variável, o HGCR11 mantém posição tática em uma cesta de 10 fundos imobiliários, equivalente a 8,9% do patrimônio, com rentabilidade média ponderada de 19,7% ao ano. Essa estratégia diversifica fontes de retorno e amplia a flexibilidade para reciclagem de portfólio conforme as janelas de mercado.
Estratégia de investimento do HGCR11
Em março, a gestão executou compras e vendas seletivas. Houve alienação de R$ 40,8 milhões do CRI Ecopark II, gerando resultado extraordinário de R$ 0,11 por cota, além da venda de R$ 8,5 milhões do CRI JFL Lorena. Nas aquisições, reforçou-se a posição no CRI Ecopark II com aporte de R$ 25 milhões e houve investimento de R$ 70 mil no CRI Union, consolidando ganhos e otimizando risco-retorno.
Ao final do trimestre, o fundo encerrou totalmente desalavancado, preservando liquidez e robustez financeira para novas oportunidades. A carteira fica distribuída em seis segmentos, com varejo em 38%, seguido de residencial e logístico com 19% cada. Geograficamente, São Paulo concentra mais de 44% dos recebíveis, apoiando qualidade de crédito e profundidade de mercado. O posicionamento e a disciplina de alocação sustentam a geração de caixa do HGCR11.