Sete fundos imobiliários anunciam proventos nesta sexta-feira (22), com maior atenção para RZAK11 e AFHF11. O RZAK11 pagará R$ 1,10 por cota, enquanto o AFHF11 distribuirá R$ 0,13. Pela regra do setor, os FIIs devem repassar ao menos 95% do lucro semestral aos cotistas, prática que incentiva políticas de pagamentos mensais para manter previsibilidade de renda.
Os depósitos são automáticos na conta da corretora e apenas investidores posicionados na data de corte recebem os dividendos. Essa janela é crucial para quem busca renda, pois define quem tem direito ao repasse do mês. Como se trata de ativos de renda variável, é comum observar oscilações de preço e mudanças no nível de rendimentos ao longo do tempo.
Entre os destaques do dia, o AFHF11 distribuirá R$ 0,13 por cota, com data com em 15/05/2026. Trata-se de um fundo misto administrado pelo Banco Daycoval, que registra DY de 1,30% no mês e 3,71% em 12 meses. Já o AFHI11 pagará R$ 1,03 por cota, também com data com em 15/05/2026; é um fundo de papel do BTG Pactual, com DY de 1,07% mensal e 12,61% anual.
O AJFI11 distribuirá R$ 0,05 por cota, com data com em 08/05/2026. Esse é um fundo de tijolo voltado para shopping centers, gerido pela XP Investimentos, que apresenta DY de 0,60% no mês e 7,35% no acumulado de 12 meses. Já o GAME11 pagará R$ 0,10 por cota, com data com em 12/05/2026, mantendo o perfil de fundo misto do Banco Daycoval e entregando DY de 1,13% mensal e 13,15% anual.
Além dos destaques, é essencial lembrar que os rendimentos distribuídos por FIIs são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que respeitadas as condições legais vigentes. Essa isenção reforça a atratividade da classe para quem busca diversificação e fluxo de caixa recorrente.
Por fim, a escolha entre fundos de tijolo, papel ou estratégias mistas deve considerar perfil de risco, qualidade da gestão, histórico de distribuição e perspectivas de mercado. Avaliar a data de corte, o nível de vacância, a alavancagem e a composição da carteira ajuda a entender a sustentabilidade dos proventos e a volatilidade esperada no longo prazo para os fundos imobiliários.