O fundo imobiliário CACR11 (Cartesia Recebíveis Imobiliários) intensificou a queda nesta quarta-feira (22). Às 15h20, as cotas eram negociadas a R$ 15,84, recuo de 11,46%. O movimento aprofunda a desvalorização iniciada no começo de maio.
Dois dias antes, o fundo liderou novamente as perdas do IFIX, com baixa de 5,6% na segunda-feira (20). A queda veio após a divulgação do resultado da consulta formal que rejeitou a retenção dos dividendos do primeiro semestre de 2026.
Outro evento monitorado é a renúncia da BRL Trust à administração fiduciária, comunicada neste mês. Segundo a gestora Cartesia, a decisão foi unilateral e não houve explicação para a saída. A administradora seguirá durante a transição até assembleia definir a sucessora.
Incertezas mantêm CACR11 sob pressão
A deterioração começou em maio, quando o CACR11 decidiu não distribuir os dividendos de abril, embora tenha gerado caixa. A gestão manteve recursos em caixa para preservar liquidez diante de dificuldades na carteira de CRIs. No pregão seguinte ao anúncio, as cotas caíram mais de 40%.
A consulta formal encerrada em 17 de julho teve participação equivalente a 16,16% das cotas emitidas. Entre os votos válidos, 9,44% rejeitaram a proposta e 5,51% foram favoráveis. Após o resultado, a administradora informou que aguardaria manifestação da gestora para viabilizar liquidez ao pagamento de dividendos.
Em 30 de maio, o fundo acumulou desvalorização de 70,53% no mês, uma das maiores entre os fundos imobiliários da B3. Com a nova baixa desta quarta, as cotas seguem sob pressão enquanto o mercado aguarda a conclusão da auditoria das demonstrações financeiras de 2025, a definição da nova administradora fiduciária e a normalização da política de distribuição.