Os Fiagros superaram 600 mil investidores pessoas físicas na B3, que hoje lista 57 fundos dessa classe. As emissões somaram R$ 8,3 bilhões no primeiro semestre de 2026. Houve alta anual, sem percentual divulgado.
Os dados foram apresentados pela B3 (B3SA3) no 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a bolsa.
Segundo a B3, os Fiagros conectam a demanda de capital das cadeias agroindustriais à poupança dos investidores, ampliando fontes de financiamento ao setor.
Fiagros aproximam investidores do agro
Para a B3, a expansão dos Fiagros facilita a participação de investidores no financiamento de ativos e atividades do agronegócio. Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes, afirmou que o aumento do número de investidores e de instrumentos amplia as alternativas para o setor produtivo.
Ele destacou que o Plano Safra segue fundamental, enquanto o mercado de capitais atua de forma complementar ao aproximar empresas e produtores de investidores.
Fiagros e o financiamento no mercado
Os Fiagros compõem parte do financiamento privado do agro. Em junho de 2026, o estoque de CPRs (Cédulas de Produto Rural) registrado na B3 superou R$ 474 bilhões, ante mais de R$ 418 bilhões em junho de 2025.
As LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) somaram R$ 563 bilhões, enquanto os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) alcançaram R$ 174 bilhões, acima dos R$ 160 bilhões de um ano antes. Os CDCAs superaram R$ 30 bilhões.
No 1º semestre de 2026, as ofertas no mercado chegaram a R$ 361,8 bilhões, recorde para o período, sendo R$ 288 bilhões em renda fixa.
Fiagros e gestão de risco no agro
A B3 citou contratos futuros e opções como ferramentas de proteção contra oscilações de preços. No futuro de boi gordo, o volume médio diário passou de cerca de R$ 650 milhões em 2025 para R$ 935 milhões em 2026. No futuro de milho, os contratos em aberto cresceram 55%.
Nesse contexto, a base de mais de 600 mil investidores pessoas físicas dos Fiagros reflete a participação do investidor no financiamento agro via mercado de capitais.