A dúvida entre comprar imóvel ou fundo imobiliário para gerar renda passiva depende de objetivos e da disposição do investidor para gerir riscos e tarefas de cada alternativa.
Para Sidney Angulo, empresário do setor e investidor em fundos imobiliários, os FIIs se destacam pelo acesso simples, maior liquidez e menor envolvimento direto na administração.
Engenheiro civil, ele atua no mercado desde os anos 1990 e participa do E-Business Park, complexo empresarial de 160 mil m². Aprofundou-se nos FIIs a partir de 2021. “Quando aprendi que um FII de tijolo é um pedaço de um prédio ‘picado’, aquele momento mudou a minha vida”, disse no podcast Valor em Pauta.
Comprar imóvel ou fundo imobiliário: pontos-chave
Na liquidez, o contraste é direto. O imóvel concentra capital em um ativo indivisível, o que dificulta vendas parciais. Nos FIIs, as cotas negociadas em bolsa permitem reduzir posição gradualmente conforme a necessidade de recursos.
Angulo avalia que essa estrutura facilita a formação de patrimônio ao longo do tempo, com compras recorrentes de cotas e recebimento de rendimentos, sem a exigência de adquirir um imóvel inteiro.
Na gestão, o imóvel físico exige acompanhamento de obras, reformas, contratos e manutenção. Para quem quer exposição ao investimento imobiliário sem assumir essas rotinas, os FIIs simplificam a operação. Ele ressalta, porém, que sua construção patrimonial ocorreu, em grande parte, com propriedades físicas e desenvolvimento de ativos.
Ao comparar categorias, diferencia o fundo de tijolo — donos de prédios, galpões e shoppings — dos fundos de papel, que aplicam em títulos de crédito do setor. Para comparar com a compra direta, os de tijolo são a referência.
Ele também destaca o ciclo imobiliário no longo prazo, além da Selic. Mesmo com juros altos, segue buscando oportunidades em FIIs. A escolha, diz, depende do perfil, do capital disponível e do nível de envolvimento desejado.