O VGHF11 (Valora Hedge Fund Fundo de Investimento Imobiliário) reduziu os dividendos em julho para R$ 0,06 por cota, após seis meses a R$ 0,07. A gestão também alterou a carteira, com vendas de R$ 69,9 milhões em CRIs atrelados ao IPCA e compras de R$ 17,7 milhões em papéis indexados ao CDI.
Segundo o relatório gerencial, o novo patamar equivale a rentabilidade líquida anualizada de 8,3%, ou IPCA + 1,6% ao ano, sobre a cota patrimonial do fim de junho. Nos últimos 12 meses, os dividendos somaram R$ 0,86 por cota (10,5% ao ano ou IPCA + 5,6%).
VGHF11 altera carteira de CRIs
Na estratégia de Renda, houve R$ 29,9 milhões em vendas líquidas no mês. A gestão rotacionou entre indexadores dos certificados de recebíveis imobiliários (CRI), direcionando parte da posição para taxas pós-fixadas.
O fundo informou vendas de R$ 69,9 milhões em CRIs indexados ao IPCA e compras de R$ 17,7 milhões em CRIs atrelados ao CDI, para “melhorar o carrego médio”. CRI é o certificado de recebíveis do setor imobiliário; CDI é a taxa interbancária; IPCA é o índice oficial de inflação. O relatório não projeta impactos futuros.
Entre as operações, houve cerca de R$ 30,9 milhões em vendas do CRI Matarazzo 451S, R$ 15 milhões do CRI Helbor 86E e R$ 10,6 milhões do CRI Projetos Residenciais SP 2S. No CRI João Dias, o fundo comprou cerca de R$ 37,5 milhões e vendeu R$ 27,1 milhões.
VGHF11 investe R$ 21 milhões em FII
O VGHF11 aplicou R$ 21 milhões em cotas sênior do Edifícios Corporativos FII, com rendimento de CDI + 2% ao ano. Segundo a gestão, o FII investe em quatro imóveis Triple A em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Na estratégia de Valor, houve vendas líquidas de R$ 6,6 milhões, com destaque para R$ 15,3 milhões na SPE Retail Cidade Matarazzo. A alocação passou a 53,4% (Valor) e 46,6% (Renda), ante 52,7% e 47,3% em junho.
Patrimônio do VGHF11 recua em julho
O fundo encerrou julho com R$ 1,342 bilhão investido em 131 ativos, equivalentes a 99,7% do patrimônio líquido. O restante permaneceu em caixa.
Em junho, eram R$ 1,386 bilhão em 133 ativos, 102,3% do patrimônio, e havia R$ 43,8 milhões em compromissos de recompra de CRIs, a CDI + 0,84% ao ano. A cota patrimonial caiu de R$ 8,22 para R$ 8,18, com impacto da desvalorização da carteira de FIIs, em mês de queda de 0,31% do IFIX. O relatório não traz projeções de dividendos.