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FIIs

XPCA11: Fiagro paga dividendos de 1,59% ao mês e lucra R$ 4,589 milhões

XPCA11: Fiagro paga dividendos de 1,59% ao mês e lucra R$ 4,589 milhões
XPCA11: Fiagro paga dividendos de 1,59% ao mês e lucra R$ 4,589 milhões. Foto: iStock

O Fiagro XPCA11 encerrou o mês de novembro com um resultado de R$ 4,589 milhões. O montante supera o apurado no mês anterior, quando o fundo havia registrado R$ 3,749 milhões.

No período, as receitas totalizaram R$ 4,666 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 360 mil. A partir disso, a distribuição de dividendos do XPCA11 foi de R$ 0,11 por cota, equivalente a um dividend yield (DY) mensal de 1,59%.

Ao final de novembro, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) respondiam por 69,7% do patrimônio líquido, sendo o principal eixo da estratégia. 

As cotas de FIDC Fiagro representavam 20,8% da carteira, enquanto a exposição a CRI Agro era de 1,0%. A posição de caixa equivalia a 8,6% dos ativos.

Durante o mês, a gestão do Fiagro XPCA11 trouxe ajustes relevantes no portfólio. Houve a venda de R$ 990 mil em CRA de risco Itaueira, além da venda de R$ 561 mil em CRA atrelado ao risco da UISA e de R$ 280 mil em um CRA vinculado à ACP. 

O fundo também direcionou R$ 800 mil para investimento no FIDC Agroforte, diversificando mais sua carteira dentro da classe de crédito estruturado.

As movimentações ocorreram sob uma postura cautelosa por parte da gestão, que afirmou seguir priorizando a análise criteriosa das oportunidades antes de empregar o saldo em caixa. 

Expectativas da gestão do XPCA11

A expectativa da gestão do fundo XPCA11 é de que novas operações sejam incorporadas ao portfólio ao longo de janeiro de 2026, sempre levando em conta o contexto macroeconômico.

A gestão destaca que, embora haja projeções de um arrefecimento da taxa de juros a partir de 2026, a Selic deve permanecer em patamar elevado por um período prolongado. 

Esse nível de juros tende a pressionar o caixa das empresas, consumindo parte relevante dos recursos gerados pelas operações. 

Em um ambiente de margens mais estreitas, esse fator aumenta o risco de crédito, exigindo ainda mais disciplina na originação de ativos, segundo a gestão do XPCA11.

A avaliação do XPCA11 é de que a próxima safra deve continuar marcada por margens comprimidas em praticamente todas as commodities. Esse quadro se soma à restrição de crédito observada por parte de importantes agentes financeiros, criando desafios adicionais para os tomadores.

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