O fundo imobiliário RECT11 anunciou a distribuição de R$ 0,45 por cota em dividendos, com pagamento em 15 de janeiro de 2026, referente ao resultado de dezembro de 2025. O valor mantém a consistência observada nos dois meses anteriores, marcando a terceira distribuição consecutiva no mesmo patamar. Considerando a cotação média de dezembro em R$ 38,41, o yield mensal é de aproximadamente 1,17%, nível considerado atrativo para o segmento.
No recorte de 24 meses, o fundo registrou rendimento médio de R$ 0,37 por cota, o que indica que o valor atual está acima da série histórica. Esse avanço ocorre em um contexto de execução de estratégia ativa e reciclagem do portfólio, pilares centrais do fundo imobiliário RECT11. A tese segue focada em ativos comerciais com gestão ativa para captura de ganhos operacionais e financeiros.
Mesmo diante do ambiente desafiador para lajes corporativas, o segundo semestre de 2025 trouxe avanços relevantes. A equipe gestora reforçou a alocação direta em imóveis e manteve a disciplina financeira, buscando reduzir endividamento e alongar prazos. Esse movimento contribui para a previsibilidade dos fluxos e sustenta a regularidade dos proventos.
Operacionalmente, o fundo concluiu três operações estruturadas de venda a prazo, abrangendo dois andares vagos no edifício Canopus e ativos maduros como Torre Rio Claro e Avenida Europa. O montante total somou R$ 134 milhões, acima do custo caixa e dos laudos de avaliação, o que gerou lucro caixa e contábil. Esse resultado reforça a eficiência na execução da reciclagem de portfólio.
A dívida bruta foi reduzida em R$ 28,8 milhões no semestre, passando de R$ 177,7 milhões em junho para R$ 148,9 milhões em dezembro de 2025. O passivo líquido caiu de R$ 159 milhões para R$ 24,6 milhões, uma retração de 85%. A vacância física encerrou o período em 8,2%, com taxa de ocupação de 91,8%, refletindo resiliência operacional.
Os contratos de locação seguem com 63% da receita atrelada ao IPCA e 37% ao IGP-M, oferecendo proteção inflacionária. Em dezembro, os ativos totalizavam R$ 921,4 milhões, com 97,1% alocados diretamente em imóveis, e toda a receita imobiliária proveniente de aluguéis, sem dependência de rendas extraordinárias.
Em síntese, os dividendos do RECT11 permanecem estáveis pelo terceiro mês, acima da média de 24 meses, apoiados por geração operacional consistente, desalavancagem e ganhos na reciclagem de ativos.