O fundo imobiliário ZAGH11 anunciou a venda de um imóvel no Rio de Janeiro por R$ 78,306 milhões, em operação formalizada em 15 de janeiro de 2026. O ativo é ocupado pela SESES – Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá. A transação foi realizada em parceria com o V2 Renda Imobiliária FII, que detém 50% do imóvel, assim como o fundo imobiliário ZAGH11, e o comprador é o RBVA11.
A conclusão do negócio está condicionada ao cumprimento de cláusulas suspensivas previstas no compromisso de compra e venda. Superadas essas condições, o pagamento será executado em três modalidades, combinando caixa, entrega de cotas e assunção de dívida, conforme comunicado ao mercado pelo fundo imobiliário.
A primeira parcela será paga em dinheiro, totalizando R$ 4.306.810,00. Esse valor será dividido igualmente entre os dois vendedores, com R$ 2.153.405,00 sendo creditados a cada um nas contas bancárias indicadas no contrato. A estrutura reflete o desenho financeiro da operação e a repartição proporcional do ativo.
A segunda modalidade envolve a subscrição e entrega de cotas do próprio FII ZAGH11 pelo comprador, no valor de R$ 32.460.505,40, por compensação de créditos. Essa parcela representa a diferença entre o preço total do imóvel, o valor pago à vista e o saldo devedor atrelado aos certificados de recebíveis imobiliários (CRIs). A medida reduz a necessidade de desembolso imediato e alinha interesses entre as partes.
O comprador assumirá integralmente a dívida dos CRIs lastreados no imóvel, no montante de R$ 41.539.469,60, incluindo saldo principal e demais obrigações financeiras. Essa terceira modalidade completa o desenho de pagamento e consolida a transferência do passivo para o RBVA11, elemento central da estrutura financeira.
A gestão ressaltou que a transação observa padrões de transparência e governança do FII, buscando preservar e maximizar valor para cotistas. O fundo imobiliário ZAGH11 informou que manterá o mercado atualizado sobre o cumprimento de condições contratuais e o cronograma de pagamentos, assegurando comunicação contínua com investidores.
Além do fluxo em caixa, a combinação de subscrição de cotas e assunção de CRIs equilibra preço, liquidez e risco. A solução reforça a disciplina de capital, diluindo impactos imediatos no caixa e alinhando o retorno esperado dos cotistas.