O VVRI11 firmou compromisso de compra e venda para alienar dois imóveis do seu portfólio, totalizando R$ 86.382.402,89. A operação envolve ativos localizados no Rio de Janeiro e em São Paulo e foi formalizada por meio de Fato Relevante no sistema da B3. O anúncio partiu da BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM, administradora do fundo, e da V2 Investimentos Ltda., gestora do veículo.
No Rio de Janeiro, o ativo está situado na Rua Gal. Olímpio, 100, e encontra-se locado à Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá. Em São Paulo, o segundo imóvel é a loja 2 do Condomínio HY Pinheiros, atualmente ocupada pela PBKids Brinquedos Ltda. Juntos, os imóveis compõem a transação que, segundo o comunicado, poderá alterar significativamente a composição do portfólio do VVRI11 ao término do processo.
Os valores foram divididos entre os dois ativos: R$ 78.306.785,00 correspondem ao imóvel carioca e R$ 8.075.617,89 ao ativo paulista. A estrutura de pagamento inclui uma parcela em dinheiro, a assunção do saldo devedor de um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) vinculado ao bem do Rio e parcelas a serem quitadas mediante integralização de cotas do fundo comprador.
A conclusão depende do cumprimento de condições precedentes, como auditorias, renúncia de direito de preferência pelas locatárias e aprovações internas do comprador. Também são necessárias a anuência dos titulares do CRI e a efetivação da oferta pública do fundo adquirente. Essas etapas são comuns em operações de desinvestimento no mercado de fundos imobiliários e visam mitigar riscos de contraparte e documentais.
Desinvestimento e prazos do VVRI11
O cronograma prevê que as escrituras definitivas sejam lavradas até 28 de fevereiro de 2026, desde que todas as condições sejam atendidas. Até lá, o fluxo de aprovações e a verificação de compliance regulatório serão determinantes para a liquidação financeira e a transferência de propriedade. A comunicação indica que, uma vez concluída a transação, o VVRI11 deixará de deter os dois ativos, concluindo um movimento de reposicionamento do portfólio.
O fundo não detalhou os impactos financeiros finais, como eventual ganho de capital, efeitos no rendimento por cota ou na alocação de recursos após a venda. Ainda assim, a alienação combinando pagamento em dinheiro, assunção de CRI e integralização de cotas sugere uma engenharia financeira voltada à eficiência de capital e à gestão de passivos, alinhada às práticas atuais do mercado de FII.