O fundo imobiliário RBVA11 encerrou dezembro com lucro de R$ 24,698 milhões, mais que o dobro do registrado em novembro (R$ 11,937 milhões). O salto de 106,9% foi impulsionado por eventos não recorrentes, com impacto direto no resultado e na geração de caixa do portfólio. No período, o resultado imobiliário somou R$ 25,074 milhões, enquanto o resultado financeiro foi de R$ 2,753 milhões, diante de despesas totais de R$ 3,13 milhões.
No mesmo mês, o fundo imobiliário RBVA11 distribuiu R$ 14,052 milhões em proventos, equivalentes a R$ 0,09 por cota. A política de distribuição segue calibrada para equilibrar fluxo recorrente e ganhos extraordinários, preservando previsibilidade aos cotistas.
Considerando os últimos seis meses, o FII desembolsou cerca de 96,6% do resultado de caixa, alinhado à diretriz da gestão. Essa disciplina busca otimizar a alocação de capital e reforçar a sustentabilidade dos rendimentos, especialmente em momentos de maior realização de resultados não recorrentes.
Distrato com a Caixa impulsiona resultado do RBVA11
A formalização do distrato com a Caixa Econômica Federal foi o principal gatilho do mês. O acordo envolveu a devolução de três agências em Guaianases, Pirituba e Planalto Paulista, reduzindo a concentração no setor bancário e liberando recursos para novas estratégias. Na linha de “resultado de venda de imóveis”, o RBVA11 reconheceu R$ 10,6 milhões em dezembro.
Pelo contrato, o FII receberá R$ 31,7 milhões no total; até dezembro, R$ 19 milhões já haviam ingressado, e os R$ 12,7 milhões restantes estão previstos para janeiro de 2026. A operação gerou lucro de R$ 17.676.097,22 (R$ 0,113 por cota), com TIR anualizada de 16,9% ao longo de 13 anos, equivalente a IPCA + 10,6% ao ano ou CDI + 7,7% ao ano, reforçando a qualidade do ciclo de investimento.
Como efeito adicional, o distrato diminuiu a exposição ao segmento bancário para 24% do portfólio e elevou a liquidez de caixa para aproximadamente R$ 14 milhões, fortalecendo a flexibilidade da gestão. Entre os desenvolvimentos operacionais, o BTS Portobello avançou para a fase final, com inauguração prevista para fevereiro e ajustes finais conduzidos pela própria locatária.
No curto prazo, a estratégia permanece voltada à otimização do mix de ativos, reciclagem de portfólio e captura de ganhos em operações selecionadas, buscando manter a atratividade dos dividendos e a resiliência do caixa do fundo imobiliário RBVA11.