O fundo imobiliário HGRE11 reportou receita total de R$ 11,753 milhões em dezembro, equivalente a R$ 0,99 por cota. A partir desse desempenho, o resultado distribuível somou R$ 8,826 milhões, ou R$ 0,75 por cota, sem efeitos não recorrentes no período. A administração reforçou que o patamar operacional segue estável, ainda que dezembro traga sazonalidade típica de fechamento semestral.
Em linha com esse padrão, o fundo imobiliário HGRE11 anunciou distribuição de R$ 17,726 milhões, correspondente a R$ 1,50 por cota. O pagamento foi efetuado em 15 de janeiro de 2026, observando o calendário habitual do fundo. A elevação no rendimento reflete, sobretudo, a necessidade regulatória de ajustar o repasse ao cotista no encerramento de semestre.
O montante extraordinário representa alta de 76% sobre o nível recorrente observado nos cinco meses anteriores. Segundo o FII, esse valor não indica alteração definitiva na política de rendimentos, mas um acréscimo pontual para cumprir a exigência de distribuir 95% do lucro caixa semestral. Assim, a administração espera normalização dos proventos ao longo dos próximos meses.
Investimentos e locações sustentam a performance operacional do portfólio. No ativo Guaíba, dois novos inquilinos ingressaram no período: a Secretaria da Mulher, ocupando 767 m² de ABL, e a Junta Comercial do Estado, com 809 m². Com essas ocupações, o FII HGRE11 reduziu a vacância física para 5,9% e a vacância financeira para 4,1%, reforçando a geração de caixa recorrente.
Desempenho operacional e renegociações do HGRE11
A gestão também avança na renovação antecipada com a Totvs no empreendimento Sêneca. O contrato atual vence em março de 2027, mas já há acordo comercial para prorrogação. Por ser o maior contrato do portfólio, o fundo HGRE11 comunicará os impactos na receita após a formalização. Durante o mês, ocorreram reajustes em 1.354 m² de ABL, contribuindo para a recomposição inflacionária dos aluguéis.
Por fim, o HGRE11 mantém alavancagem de 2,5%, com 75% dos vencimentos concentrados no longo prazo, acima de 12 meses. Essa estrutura de capital confere resiliência para atravessar ciclos de mercado, ao mesmo tempo em que preserva flexibilidade para novas locações e eventuais melhorias operacionais. A combinação de menores vacâncias, reajustes contratuais e disciplina financeira sustenta uma perspectiva estável para a renda recorrente.