Os Fundos imobiliários tiveram um pregão de estabilidade nesta quinta-feira (5), com o IFIX encerrando em leve queda de 0,01%, aos 3.847,68 pontos. A variação correspondeu a recuo de apenas 0,41 ponto frente ao fechamento anterior, reforçando um dia de baixa oscilação no mercado de FIIs da B3. O desempenho reflete um ambiente de cautela, com investidores aguardando novos gatilhos para direção mais definida.
Ao longo da sessão, o IFIX registrou baixa volatilidade, oscilando entre a mínima de 3.845,60 pontos e a máxima de 3.851,70 pontos. O comportamento do índice foi marcado por movimentos contidos, sem catalisadores relevantes que pudessem alterar a tendência no curto prazo.
Entre os destaques positivos, o XPSF11 (XP Selection FOF) liderou os ganhos do dia, com alta de 2,41%, fechando a R$ 6,80. Esse avanço sugere apetite pontual por fundos de fundos, que se beneficiam de gestão ativa e diversificação. Já o PMIS11 (Paramis Hedge Fund FII) avançou 2,26%, terminando a R$ 8,60, reforçando o bom momento entre estratégias com foco em arbitragem e proteção.
No campo negativo, o BRCR11 (BTG Pactual Corporate Office Fund) apresentou o pior desempenho, com queda de 2,30%, encerrando a R$ 48,85. O movimento indica seletividade dos investidores em segmentos de lajes corporativas, ainda sensíveis a taxas de vacância e revisões de contratos. O BTHF11 (BTG Pactual Real Estate Hedge Fund) também recuou, caindo 2,19% e fechando a R$ 9,36.
No agregado, o comportamento do IFIX sinalizou consolidação no patamar atual, com equilíbrio entre altas e baixas. Esse cenário costuma refletir busca por renda recorrente e prudência diante do quadro macroeconômico, especialmente em períodos de ajuste de expectativas para juros e inflação. Para o investidor, a leitura é de mercado técnico, com movimentos mais direcionados por notícias específicas de cada fundo.
Em síntese, a sessão reforçou a percepção de que os FIIs atravessam fase de acomodação, à espera de vetores mais claros. A estabilidade do IFIX indica um ambiente de avaliação criteriosa de portfólios, com preferências setoriais variando conforme liquidez, qualidade de ativos e perspectivas de distribuição de rendimentos.