O ARRI11 reportou resultado líquido de R$ 1,667 milhão em janeiro, praticamente estável frente aos R$ 1,698 milhão do mês anterior. A performance indica resiliência na geração de caixa, sustentada por uma carteira focada em crédito imobiliário e pela disciplina na gestão de despesas. Os dividendos distribuídos foram de R$ 0,09 por cota, refletindo yield mensal de 1,35%, patamar competitivo para o segmento.
O resultado bruto somou R$ 1,961 milhão, com despesas de R$ 294,3 mil. Esse equilíbrio operacional reforça a capacidade do fundo em manter distribuição consistente, mesmo em cenário de volatilidade. No período recente, o fundo imobiliário ARRI11 teve desvalorização de 1,48% em dezembro, enquanto o IFIX avançou 2,27%, ampliando o desconto na negociação secundária.
Atualmente, o fundo é negociado a 78,63% do valor patrimonial por cota, mantendo um desconto significativo. Essa precificação pode oferecer assimetria para investidores com horizonte de médio a longo prazo, sobretudo diante da qualidade dos ativos de crédito e da diversificação setorial implementada pela gestão.
Alocação e indexadores do ARRI11
A carteira segue concentrada em crédito, com 80,3% do patrimônio líquido em operações lastreadas principalmente em CRIs. Participações em outros FIIs representam 18,1% do portfólio, contribuindo para liquidez e diversificação tática. Quanto aos indexadores, 81,0% da carteira está atrelada ao IPCA+ e 19,0% ao CDI+, estrutura que busca capturar inflação e taxa de juros em equilíbrio.
As operações de perfil High Yield respondem por 84,3% da carteira, indicando foco em spreads mais elevados, ainda que com maior risco inerente. Essa estratégia tem sustentado a remuneração corrente, ao mesmo tempo em que demanda monitoramento contínuo de crédito e garantias por parte da gestão.
Na diversificação por segmentos, incorporação concentra 37,7% do portfólio, seguida por loteamento (27,4%), corporativo (15,7%), logístico (10,2%) e hotelaria (8,9%). Essa distribuição reduz a dependência de um único ciclo setorial e favorece a estabilidade dos fluxos.
Para 2026, a gestão projeta ambiente mais benigno, com expectativa de início dos cortes de juros em março. O mercado estima Selic próxima de 12,00% ao fim do ano, ainda elevada frente à inflação projetada entre 3,90% e 4,00%, mas suficiente para sustentar a atratividade do ARRI11 em termos relativos e apoiar a reprecificação de ativos.