O BLMG11 aprovou um programa de recompra de cotas que pode alcançar até 467.454 unidades, equivalentes a 10% do total emitido. A iniciativa, comunicada pela Vórtx, administradora do fundo, tem início em 5 de março de 2026 e poderá se estender por até 12 meses, com término previsto para 5 de março de 2027. A medida integra uma estratégia de gestão de capital voltada a capturar valor quando as negociações ocorrerem com desconto em relação ao patrimônio.
As cotas serão adquiridas no mercado secundário da B3, a preço de mercado, desde que o valor de negociação esteja abaixo do valor patrimonial por cota do dia anterior à recompra. Essa condição, prevista no fato relevante, busca disciplinar a execução do programa e preservar o interesse dos cotistas.
As aquisições serão intermediadas pela Mirae Asset (Brasil) Corretora e pela XP Investimentos Corretora. Segundo o documento, as cotas compradas serão canceladas, em conformidade com a regulamentação aplicável, o que tende a reduzir o número total em circulação e potencialmente aumentar o valor por cota ao longo do tempo.
Recursos disponíveis do fundo serão alocados nessa frente, sem alterar a política de investimentos. A administradora e a gestora destacam que, nos últimos três exercícios, a classe única de cotas do fundo não realizou programas de recompra, o que reforça o caráter oportunístico e extraordinário da decisão.
O BLMG11 é um fundo imobiliário listado na B3 com foco em ativos logísticos, segmento que segue demandado por operações de e-commerce, varejo e cadeias de suprimentos. A recompra surge como instrumento de eficiência alocativa, especialmente quando há assimetria entre preço de tela e valor patrimonial.
Para o próximo ano, a estratégia indica disciplina na alocação e compromisso com geração de valor. Caso as condições de preço se mantenham, a recompra poderá sustentar cotações e contribuir para métricas de rentabilidade. Ao mesmo tempo, o cancelamento das cotas adquiridas reduz diluição e reforça o alinhamento entre gestão e investidores do BLMG11.