O fundo imobiliário BRCO11 reportou lucro caixa de R$ 16,866 milhões em fevereiro, sustentado por receitas de R$ 21,166 milhões e despesas de R$ 4,3 milhões. A distribuição foi de R$ 0,92 por cota, o que corresponde a um dividend yield anualizado de 8,9% na cotação de fechamento do mês, o maior patamar em oito meses. O pagamento representou 98,3% do lucro caixa, preservando a disciplina de distribuição sem comprometer a estrutura financeira.
Mesmo com o elevado nível de proventos, o BRCO11 mantém uma reserva robusta de R$ 35,1 milhões em lucros acumulados não distribuídos, equivalente a R$ 1,95 por cota. Esse colchão de resultados reforça a previsibilidade de rendimentos e a capacidade de atravessar períodos de maior volatilidade operacional ou de vacância.
Na comparação com janeiro, houve arrefecimento das receitas pela ausência de R$ 9,9 milhões em Juros sobre Capital Próprio recebidos no primeiro mês de 2026. Por outro lado, fatores positivos amorteceram esse efeito, como o fim da carência do contrato com M. Dias Branco no Bresco Canoas e o ingresso de R$ 700 mil em Renda Mínima Garantida nos ativos Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho.
As despesas também merecem destaque. As de corretagem estão ligadas à comissão do imóvel Bresco Canoas, enquanto os gastos com propriedades refletiram a vacância nos imóveis Bresco Embu e Bresco Canoas, além dos prêmios de seguros dos ativos Bresco Resende e Bresco Embu. As despesas financeiras derivam dos juros do financiamento para aquisição de Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho, elementos esperados no ciclo de investimento e maturação dos ativos.
A composição da carteira segue diversificada e focada em logística. O BRCO11 reúne 14 propriedades, com 591 mil m² de ABL e potencial de expansão de 15%. A receita anual estabilizada supera R$ 214 milhões, com 71% oriunda de ativos last mile, enquanto 23% da ABL está num raio de 25 km de São Paulo, ponto estratégico para distribuição.
A vacância física consolidada está em 6,7%, nível considerado saudável para o segmento. Os contratos têm prazo médio de 4,7 anos, sendo 36% atípicos, o que confere maior segurança de receita. Mais de 67% dos locatários possuem grau de investimento, com ratings entre AAA (br) e AA (br), reforçando a qualidade creditícia da base de inquilinos e a resiliência dos fluxos do fundo BRCO11.