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BRCR11 reverte prejuízo e paga R$ 0,41 por cota em janeiro

BRCR11 reverte prejuízo e paga R$ 0,41 por cota em janeiro
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário BRCR11 iniciou 2026 com sinal positivo, ao registrar resultado de R$ 9,794 milhões em janeiro, revertendo o prejuízo de R$ 12,674 milhões visto em dezembro. O desempenho foi sustentado pela geração operacional de R$ 11,029 milhões, que viabilizou a distribuição de R$ 10,922 milhões aos cotistas. Com isso, o pagamento anunciado ficou em R$ 0,41 por cota, refletindo a melhora do caixa recorrente.

No portfólio de São Paulo, a gestão reportou avanços em negociações e renovações, reforçando a ocupação e o alongamento de contratos. No edifício EZ Towers, foi firmado contrato para meio andar, somando 986,71 m², com o mesmo locatário que já atua no imóvel. Esse movimento, além de ampliar a área locada, contribuiu para alongar o prazo do acordo até 2036, reduzindo o risco de vacância futura e dando previsibilidade à receita.

A operação no EZ Towers elevou a taxa de ocupação do ativo para cerca de 84%, um patamar relevante para um empreendimento de padrão corporativo. Esse ajuste de portfólio reforça a estratégia do BRCR11 de buscar combinações entre retenção de inquilinos e incrementos pontuais de preço, quando suportados pelo mercado local.

No mesmo mercado paulistano, o edifício Diamond teve a renovação contratual confirmada por 60 meses, com valores próximos de R$ 140 por metro quadrado. Essa referência de preço sugere estabilidade para o ciclo de renda do ativo e indica uma recuperação gradual de demanda por lajes em localizações consolidadas, uma das metas operacionais comunicadas pela gestão.

No Rio de Janeiro, as tratativas do Torre Almirante avançaram com uma locação de aproximadamente 2.500 m² em fase final de aprovação de minuta. A expectativa é de assinatura e vigência ainda em março, enquanto o espaço devolvido em fevereiro já atrai interesse de duas empresas em negociação avançada, o que pode mitigar a vacância ao longo do semestre.

No edifício MV9, no Centro do Rio, o órgão público renovou por mais 60 meses. Apesar da devolução de uma pequena área, o reajuste de aluguel elevou a receita total, sinalizando resiliência no contrato âncora. Ao fim de janeiro, o BRCR11 reportou vacância financeira de 11,8% da receita potencial e vacância física de 13,1% da ABL, indicadores compatíveis com o ritmo de recomposição observado nos últimos meses.

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