O fundo imobiliário BTLG11 confirmou a distribuição de R$ 0,79 por cota referente ao resultado de dezembro de 2025, mantendo a previsibilidade de rendimentos. A data-base para os dividendos do BTLG11 é 15 de janeiro de 2026, com pagamento previsto para 23 de janeiro, em linha com o cronograma habitual do mercado. Esse valor repete o patamar dos últimos meses, sinalizando estabilidade no fluxo de receitas operacionais do portfólio.
Considerando a cotação de fechamento de dezembro em R$ 102,65, o dividendo do BTLG11 implica um dividend yield mensal aproximado de 0,77% para o período, isento de imposto de renda para pessoas físicas. O indicador reforça o apelo do fundo para investidores em busca de renda recorrente no setor logístico, que segue com demanda resiliente.
Com base na mesma cotação e no valor patrimonial por cota de R$ 103,76, o P/VP era de 0,99, indicando negociação muito próxima do valor dos ativos. Esse nível sugere equilíbrio entre preço de mercado e fundamentos, sem grande prêmio ou desconto. A liquidez média diária supera R$ 23 milhões e o fundo reúne mais de 414 mil cotistas, um dos maiores do país nesse quesito.
Dividendos do BTLG11 e portfólio logístico com baixa vacância
A carteira do fundo é formada por 34 imóveis logísticos, somando cerca de 1,4 milhão de m² de ABL, com aproximadamente 92% dos ativos no estado de São Paulo. Ao fim do período, a vacância financeira consolidada era de 3,2%, refletindo boa ocupação e contratos resilientes.
No ativo BTLG Ribeirão Preto, houve a locação de dois módulos, totalizando cerca de 10 mil m², para empresas do setor agrícola, com contratos de cinco anos e ocupação total do imóvel. Em Embu, ocorreu a saída de uma locatária que ocupava aproximadamente 9,7 mil m², área atualmente em negociação com potenciais inquilinos. Já em Cabreúva, a vacância foi ajustada após a saída de uma locatária inadimplente de cerca de 13 mil m², com o fundo adotando medidas legais cabíveis.
Recentemente, o BTLG11 concluiu sua 15ª emissão de cotas, captando R$ 450,5 milhões e elevando o patrimônio líquido para aproximadamente R$ 5,5 bilhões. O reforço de capital amplia a capacidade de investimentos e de gestão ativa, contribuindo para sustentar a previsibilidade dos proventos e a resiliência dos resultados futuros.