O dividendos do BTRA11 avançou para R$ 0,90 por cota, refletindo o desempenho de janeiro de 2026 e marcando alta de 12,5% frente aos R$ 0,80 distribuídos no mês anterior. O pagamento permanece isento de imposto de renda para pessoas físicas, reforçando a atratividade do fluxo de caixa ao investidor de longo prazo.
Os proventos serão creditados em 27 de fevereiro, a quem estiver posicionado até 20 de fevereiro, respeitando a data de corte informada pela gestão. Com a cota a R$ 69,00 no fim de janeiro, o yield anualizado dos rendimentos do BTRA11 alcança aproximadamente 15,65%, patamar considerado elevado entre FIIs de terras.
Em janeiro, o fundo reportou receita bruta de R$ 1,0 milhão (R$ 0,31 por cota) e resultado líquido de R$ 650 mil (R$ 0,20 por cota), valores que sustentam parte da distribuição anunciada. A combinação de contratos indexados e ganhos táticos contribuiu para a elevação do patamar mensal.
O fundo imobiliário BTRA11 adota uma estratégia ancorada na aquisição de terras agrícolas produtivas e áreas em transformação nos principais polos do agronegócio. Essa tese busca retorno recorrente e valorização patrimonial no longo prazo, com disciplina de alocação e gestão ativa do portfólio.
A estrutura contratual prioriza a cessão de direito real de superfície (DRS) de longo prazo, corrigida pela inflação, o que amplia a previsibilidade do fluxo de receitas. As operações incluem opções de recompra em favor dos antigos proprietários, com pagamento de prêmios durante a vigência e exercício condicionado à adimplência do locatário.
Após aprovação em assembleia, a gestão do FII BTRA11 iniciou um programa de recompra de cotas, que pode alcançar até 10% do free float. A iniciativa busca capturar distorções de preço no mercado secundário e otimizar o retorno por cota, favorecendo os cotistas remanescentes.
Em fevereiro, o fundo realizou alocação tática de R$ 80 milhões em área de cana-de-açúcar, em parceria com a ACP Bioenergia. Segundo a administradora, o investimento tem potencial de acrescentar cerca de R$ 0,07 por cota à geração mensal de resultados, reforçando a tese de crescimento sustentável dos dividendos do BTRA11.