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FIIs

Aluguéis e ocupação disparam em escritórios de alto padrão em SP

Aluguéis e ocupação disparam em escritórios de alto padrão em SP
Com m² acima de R$ 300, aluguel de escritórios sobe 6% em um ano em SP - Foto: Pixabay

O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo acelerou em 2025, com alta de 6% nos aluguéis e contratos superando R$ 300 por metro quadrado. O movimento marca a consolidação de um novo ciclo após anos de ajuste no pós-pandemia, em que a sobreoferta pressionou preços e alongou prazos de vacância. Agora, sinais de reequilíbrio emergem com força, sustentados por demanda qualificada e ativos bem localizados.

Em polos mais disputados da capital, a competição por imóveis de padrão A/A+ elevou o teto das novas locações. Negócios acima de R$ 300 por metro quadrado tornaram-se mais frequentes, refletindo a escassez relativa de espaços prime com especificações técnicas modernas. A seletividade dos inquilinos permanece alta, mas a oferta adequada a requisitos ESG, mobilidade e eficiência energética vem capturando prêmios.

A absorção líquida de escritórios de alto padrão superou 238 mil m² em 2025, o maior volume em duas décadas. Esse desempenho reduziu a taxa de vacância para patamares abaixo de 15% em eixos consolidados, aproximando-se dos níveis pré-pandemia. A combinação de demanda resiliente e menor entrega de novos projetos sustenta o poder de precificação dos proprietários.

A trajetória positiva também se reflete nos fundos imobiliários de lajes, com avanço na ocupação e revisões contratuais positivas, impulsionando a geração de caixa. O BTG Pactual destaca descontos relevantes ao valor patrimonial em diversos veículos, abrindo espaço para rerating conforme os indicadores operacionais sigam melhorando. Fundos com liquidez no secundário e portfólios prime vêm ganhando tração entre investidores.

Entre as preferências do banco, PVBI11, BRCR11 e JSRE11 figuram como destaques, beneficiando-se de preços abaixo do mercado privado e maior profundidade de negociação. A recomendação de compra também se estende a HGRE11, TEPP11 e RCRB11, apoiada pelo ciclo de queda de juros e pela perspectiva de novas altas de aluguel nas revisões futuras.

Para 2026, a manutenção do viés positivo dependerá do ritmo de absorção, da oferta futura e do cenário macro. Ainda assim, a reprecificação observada nos escritórios de alto padrão sugere continuidade da recuperação, especialmente em localizações centrais e ativos com especificações superiores.

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