O fiagro SNFZ11 encerrou 2024 com a consolidação de um novo patamar de proventos, fixando distribuições recorrentes de R$ 0,10 por cota. Segundo o gestor João Vítor Franzin, da Suno Asset, esse valor deixou de ser um ponto fora da curva e hoje expressa a capacidade estrutural do fundo em gerar caixa de forma previsível e sustentável para seus cotistas.
Em live com investidores, Franzin destacou que a distribuição foi de R$ 0,10 por cota, com lucro acumulado próximo de R$ 0,01 por cota e dividend yield de 12,5%. O gestor reforçou que a oscilação do yield reflete a variação do preço de mercado das cotas, mantendo relação direta com o comportamento do secundário. Entre os gatilhos para o reforço do resultado, citou aquisições recentes e disciplina na alocação.
No terceiro trimestre, o SNFZ11 registrou o maior resultado de sua história, com R$ 0,089 por cota em julho. Esse desempenho, somado a reservas acumuladas, permitiu elevar de forma definitiva a distribuição para R$ 0,10, substituindo o padrão anterior de R$ 0,06 a R$ 0,065. A mudança marca um avanço relevante na previsibilidade dos fluxos do fundo e melhora a atratividade para novos investidores.
“A partir da compra de duas fazendas com seller finance, o resultado aumentou e a distribuição alcançou 10 centavos”, explicou o gestor. O mecanismo de seller finance contribuiu para um equilíbrio entre desembolso e geração operacional, favorecendo a manutenção do nível de proventos. Como efeito adicional, houve maior aderência entre receita contratada e cronograma de pagamentos.
Distribuição reforçada e alocação em crédito
A nova fase do fiagro incluiu um follow-on no quarto trimestre, com parte dos recursos direcionada ao CRA Jequitibá, estruturado com o mesmo operador das fazendas do fundo. Segundo Franzin, essa estratégia “amarrou ainda mais a relação entre terras e crédito”, combinando renda de curto prazo com potencial de valorização imobiliária de longo prazo.
Ao final de 2024, o portfólio reunia cerca de R$ 90 milhões em fazendas e R$ 81 milhões em CRA, com patrimônio líquido próximo de R$ 120 milhões, incluindo parcelas de Chavante e Triângulo. No mercado secundário, as cotas voltaram a negociar com prêmio sobre o valor patrimonial, refletindo percepção de qualidade dos ativos e entrega consistente de yield anualizado entre 12% e 13%, reforçando a tese do SNFZ11 como veículo de renda no agro.