A Nest Asset Management anunciou a estruturação do FII SP Surf Club, um fundo imobiliário de R$ 71 milhões voltado à aquisição de 16 unidades do empreendimento homônimo no Morumbi, em São Paulo. Posicionado como a primeira praia de surfe artificial da cidade, o projeto busca capturar demanda por lazer premium e entretenimento esportivo em área nobre, combinando inovação, turismo e real estate.
Localizado no eixo de alto padrão do bairro, o SP Surf Club conta com uma piscina de ondas de 220 metros de extensão, tecnologia que viabiliza diferentes perfis de ondas para prática esportiva e experiências para o público. O desenvolvimento foi realizado em parceria por Even e JHSF, reforçando o pedigree do produto e a capacidade de execução das incorporadoras.
A governança do fundo contempla gestão compartilhada entre Nest Asset Management e Galapagos Capital, modelo que tende a agregar rigor na alocação, na gestão de riscos e na execução do plano de desinvestimento. Os investidores originais permanecem via cotas subordinadas, representando cerca de 28% da estrutura, alinhando interesses com a performance do ativo.
Os novos investidores acessam a tese por meio de cotas seniores, equivalentes a aproximadamente 72% do capital, com remuneração preferencial de até IPCA + 12% ao ano e prioridade no recebimento de fluxos de caixa. A carteira inclui 11 unidades vinculadas ao Projeto Even, adquiridas por CCV, e 5 unidades do Projeto JHSF, por meio de SCP.
A estratégia de retorno adota cash sweep, direcionando a geração de caixa da venda das unidades para amortização e pagamento dos investidores. Nos três primeiros anos, a decisão de venda ficará a critério exclusivo da classe subordinada, mecanismo que pode otimizar o timing de desinvestimento e sustentar o yield das cotas seniores.
Do ponto de vista regulatório, o FII SP Surf Club foi estruturado com pulverização das cotas seniores entre centenas de investidores pessoas físicas, o que, segundo a gestora, permite isenção de IR para esse público nos rendimentos distribuídos. Essa arquitetura busca ampliar o apelo do produto, aliando retorno potencialmente atrativo à eficiência tributária e à exposição a um ativo de conceito singular no mercado paulistano.