O mercado de fundos imobiliários voltou a registrar expansão da base de investidores nos últimos 12 meses, de acordo com o Boletim Mensal de FIIs da B3. Em dezembro de 2025, o total de pessoas com posição em cotas alcançou 2,963 milhões, mantendo a trajetória de crescimento observada nos anos recentes. O levantamento considera investidores com posição em custódia no último dia útil do mês, independentemente de terem negociado no período.
Na comparação anual, a base de investidores avançou de forma consistente. Em dezembro de 2024, o número de investidores em FIIs somava 2,785 milhões; ao longo de 2025, o contingente seguiu em alta até se aproximar de 3 milhões no encerramento do ano, reforçando o apetite do varejo pelo segmento.
Desde 2019, quando o mercado de FIIs superou a marca de 1 milhão de investidores, o universo de participantes mais do que dobrou. Esse movimento reflete a maior presença de pessoas físicas na renda variável e o amadurecimento do mercado de capitais, com os FIIs se consolidando como alternativa para geração de renda e diversificação.
O boletim da B3 também aponta variações no número de fundos listados ao longo de 2025. Em dezembro, havia 429 veículos negociados, patamar ligeiramente inferior ao observado em meses anteriores, quando a contagem superou 430. A bolsa não detalha os fatores por trás dessa oscilação pontual.
Estoques e liquidez acompanharam o cenário de estabilidade. O estoque financeiro dos FIIs — valor das cotas em custódia pelo preço médio do último dia útil — atingiu R$ 194 bilhões em dezembro de 2025, ficando próximo dos R$ 200 bilhões. Em relação a dezembro de 2024, quando o estoque somava R$ 167 bilhões, houve avanço relevante.
Negociação e perfil de investidor
Ao longo de 2025, o volume negociado e o número de negócios oscilaram mês a mês, sem mudanças bruscas no acumulado anual. Em dezembro, o giro financeiro somou R$ 9,7 bilhões, com 483 milhões de negócios registrados na B3.
As pessoas físicas permaneceram como protagonistas: responderam por 72,9% da posição em custódia do segmento, reforçando a dominância do investidor individual nos FIIs e a resiliência do interesse pelo produto. Com isso, o mercado de fundos imobiliários encerrou o ano com base ampliada, liquidez estável e apetite preservado entre os participantes.