O levantamento do portal FIIs, com base nos relatórios gerenciais de 18 principais fundos imobiliários listados na B3, indica que veículos expostos a varejo alimentar e galpões logísticos seguem com elevada ocupação no início de 2026. As gestoras reportam vacância entre 0,42% e 2,9%, o que sustenta ocupação mínima acima de 97% nos portfólios analisados, reforçando a resiliência dos contratos e a demanda por ativos de renda urbana.
No universo de lajes e varejo, o HGRU11 (Pátria Renda Urbana FII) encerrou janeiro com vacância física e financeira de 0,8%. O fundo soma 100 imóveis e 600.276 m² de ABL, com prazo médio remanescente dos contratos de 9,4 anos, evidenciando previsibilidade de receita e baixo risco de renovação no curto prazo dado o perfil de inquilinos e acordos vigentes.
A carteira do HGRU11 concentra 55% da receita contratada em varejo alimentício, seguida por 25% no segmento educacional. O relatório gerencial destaca que 81% dos contratos são atípicos e 99% da receita é corrigida pelo IPCA, o que protege o fluxo de caixa contra a inflação e mitiga oscilações nos rendimentos mensais para o cotista.
No eixo logístico, o BTLG11 (BTG Pactual Logística FII) reportou vacância financeira de 2,9%. O portfólio reúne 34 imóveis e cerca de 1,4 milhão de m² de ABL, com 92% dos ativos situados em São Paulo, favorecendo a proximidade de grandes centros de consumo e a eficiência operacional na última milha.
O HGLG11 (Pátria Logística FII) registrou vacância física de 2,2% e financeira de 2,3%, sustentado por um robusto patrimônio líquido superior a R$ 7 bilhões distribuído nacionalmente. Essa diversificação geográfica dilui riscos e amplia a capacidade de negociação com locatários estratégicos.
Com foco em grandes redes varejistas, o TRXF11 (TRX Real Estate FII) apresentou vacância física de 0,46% e financeira de 0,42%, com predominância de contratos atípicos, o que reduz a volatilidade dos resultados. Já o GGRC11 (GGR Covepi Renda FII) mantém vacância inferior a 3% em ativos industriais e logísticos, validando a força da demanda por espaços de armazenagem e distribuição.
Em síntese, os principais fundos imobiliários com exposição a varejo alimentar, renda urbana e logística preservam níveis de vacância historicamente baixos. Esse quadro sustenta a expectativa de estabilidade de rendimentos em 2026 e reforça a atratividade do setor para investidores em busca de renda recorrente e proteção inflacionária.