O fundo imobiliário HGCR11 iniciou 2026 com recuo no resultado distribuível, somando R$ 11,511 milhões em janeiro, ante R$ 17,418 milhões em dezembro. As receitas ficaram em R$ 12,003 milhões, enquanto as despesas encerraram o mês em R$ 1,117 milhão, refletindo um cenário de normalização de ganhos após efeitos pontuais do fim de 2025. A gestão destacou que a política de distribuição permanece alinhada ao desempenho operacional e ao ambiente macroeconômico.
Com esse desempenho, a distribuição de dividendos do HGCR11 foi de R$ 0,95 por cota, paga em 13 de fevereiro de 2026. O resultado acumulado recuou para R$ 0,54 por cota, ante R$ 0,75 em dezembro, sinalizando menor carregamento de lucros para períodos seguintes. Ainda assim, a administração entende que o patamar atual é sustentável no curto prazo.
O saldo de inflação apropriada atingiu R$ 0,87 por cota em janeiro, acima dos R$ 0,81 do mês anterior. Considerando esse componente e o resultado acumulado, o montante total somou R$ 1,42 por cota, abaixo dos R$ 1,56 registrados anteriormente. A gestão do FII HGCR11 ressalta que a manutenção dos R$ 0,95 por cota depende de condições macro estáveis.
Uma eventual desaceleração mais intensa dos índices de inflação pode reduzir o potencial de receitas no curto prazo, levando a ajustes na distribuição. Por outro lado, a alocação majoritária em papéis indexados ao IPCA tende a preservar o poder de compra dos rendimentos ao longo do tempo, desde que a dinâmica inflacionária siga dentro das projeções.
Carteira e alocação do HGCR11 em janeiro
O fundo imobiliário HGCR11 encerrou o mês com 97,4% do patrimônio líquido investido. Desse total, 88,2% estavam em CRIs e operações estruturadas, com rentabilidade média de 13,6% ao ano (IPCA + 9,3%). O prazo médio dos ativos é de 3,5 anos, e o spread médio ficou em 1,6% ao ano. A carteira reúne 39 CRIs e uma operação estruturada, com predominância de indexadores reais.
Em indexação, 87% dos ativos estão atrelados ao IPCA (IPCA + 9,1%), 10% ao CDI (CDI + 4,6%), 2% à taxa prefixada de 14% e 0,1% ao IGP-M (IGP-M + 9,3%). Em janeiro, o fundo aportou R$ 25 milhões no CRI Carrefour (14% prefixado) e R$ 8 milhões no CRI Mega Moda (IPCA + 8,9%). Houve redução de R$ 1,2 milhão na exposição ao FII GARE11, e o pré-pagamento do CRI Swiss Park gerou ganho extraordinário de R$ 50,9 mil (R$ 0,003 por cota). O fundo HGCR11 encerrou o mês sem operações compromissadas.