Com cerca de 578,8 mil cotistas ao fim de junho de 2026, o fundo imobiliário HGLG11 reportou patrimônio líquido de R$ 7,6 bilhões e valor de mercado de R$ 6,9 bilhões, segundo o relatório gerencial.
A cota patrimonial era de R$ 166,60, ante cotação de R$ 151,00, com P/VP de 0,91 vez. P/VP é a relação entre o preço de mercado e o valor patrimonial por cota.
Criado em 2011, o fundo investe em imóveis logísticos e industriais. A estratégia inclui aquisição de ativos prontos, terrenos e projetos em desenvolvimento, além de built-to-suit, reciclagem e eventuais desinvestimentos.
Dividendos do HGLG11
Entre julho de 2025 e junho de 2026, o fundo pagou R$ 1,10 por cota ao mês, somando R$ 13,20 no período de 12 meses.
Na data-base, esse patamar de dividendos do HGLG11 representava dividend yield anualizado de 8,7% sobre a cotação e de 7,9% sobre o valor patrimonial.
Os rendimentos do HGLG11 podem ser isentos de IR para pessoa física, quando atendidas as condições legais.
Carteira e locatários do HGLG11
O portfólio reunia 42 imóveis, com ABL de 2,3 milhões de m² e 186 locatários. A vacância física era de 3,1% e a financeira, de 2,0%, com prazo médio remanescente de 4,3 anos.
Os ativos estavam em oito estados, com São Paulo (57,2%) e Minas Gerais (18,2%) à frente. Cerca de 77% do portfólio era classificado como AAA ou AA.
Na receita, e-commerce respondia por 32%, logística por 15% e automotivo por 11%. Entre os inquilinos estavam Mercado Livre, Shopee, Volkswagen, Electrolux, Decathlon, Cremer e Raia Drogasil.
Contratos típicos representavam 70% da receita e atípicos, 30%. Em 62% dos contratos, o vencimento ocorria a partir de 2030, e o IPCA reajustava 88% dos aluguéis.
Os imóveis eram avaliados em cerca de R$ 8,2 bilhões. Havia ainda investimentos em outros FIIs, renda fixa e parcelas a receber.
As obrigações ligadas a aquisições somavam aproximadamente R$ 1,1 bilhão. A alavancagem variava entre 9% e 11% do patrimônio líquido.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.