O HTMX11 reportou resultado mensal de R$ 2,887 milhões em dezembro, sustentado por receitas de R$ 3,513 milhões e despesas de R$ 626 mil. A gestão anunciou distribuição de R$ 1,25 por cota, o menor patamar em quatro meses, alinhado ao ritmo de desinvestimentos e à sazonalidade do setor. O mês foi favorecido por eventos corporativos e culturais, com destaque para a Fórmula 1 em São Paulo, que elevou a ocupação e os preços dos ativos hoteleiros.
Em novembro, o setor mostrou melhora consistente, impulsionada pela demanda de negócios e um calendário robusto de eventos. A etapa da F1 atraiu público recorde superior a 300 mil pessoas em três dias, reforçando a performance operacional dos hotéis. Shows e atrações culturais ao longo do mês mantiveram a tração em níveis elevados, consolidando a precificação em patamares saudáveis.
A primeira quinzena do período foi beneficiada por encontros empresariais e confraternizações de encerramento de ciclo, sustentando diárias e ocupação. A segunda metade, porém, sofreu desaceleração mais intensa, reflexo do recesso de fim de ano e da menor atividade corporativa na capital paulista. Ainda assim, o balanço do trimestre indica resiliência na demanda.
Em janeiro de 2025, a temporada de férias resultou em uma primeira quinzena mais fraca, seguida por retomada nas semanas finais. Esse comportamento é típico do calendário hoteleiro e não altera a estratégia do fundo. A administração segue focada na geração de caixa e na alocação eficiente dos recursos.
Desinvestimentos mantiveram o ritmo em dezembro, com a venda de três unidades: uma no Gran Estanplaza, uma no Innside by Meliá São Paulo Iguatemi e uma no Intercity Paulista. As operações somaram receita bruta de R$ 1,449 milhão e lucro líquido de R$ 1,238 milhão após taxa de performance, equivalente a R$ 0,4287 por cota. Desde o início do processo, foram alienadas 596 unidades hoteleiras, totalizando R$ 46,38 por cota amortizada.
A carteira iniciou janeiro de 2025 com 752 unidades distribuídas em 19 hotéis. A receita de aluguéis em dezembro foi de R$ 6.172 por apartamento, queda de 6% ante 2024 (R$ 6.575), enquanto a taxa de ocupação atingiu 74%, dois pontos percentuais acima do ano anterior. A diária média avançou 2%, para R$ 693, maior nível de 2025, e o RevPAR chegou a R$ 512, alta de 5% frente aos R$ 488 de um ano antes. Esses indicadores reforçam o posicionamento do HTMX11 em um ciclo de ajuste com preservação de rentabilidade.