O IFIX encerrou a sessão desta segunda-feira (2) com queda de 0,15%, aos 3.906,06 pontos, devolvendo parte dos ganhos recentes e mantendo o movimento de consolidação próximo às máximas do ano. A variação negativa foi de 5,93 pontos em relação ao pregão anterior, em um dia de ajuste e menor apetite por risco entre os investidores.
Ao longo do dia, o índice de fundos imobiliários oscilou entre a mínima de 3.900,91 e a máxima de 3.912,20 pontos. Em determinados momentos, o indicador chegou a operar no campo positivo, mas perdeu tração na reta final do pregão, acompanhando a cautela do mercado.
Mesmo com o recuo, o IFIX segue próximo da máxima de 52 semanas, em 3.912,96 pontos, o que reforça a resiliência do segmento. O fechamento acima dos 3.900 pontos é visto como um nível técnico relevante e pode servir de suporte para movimentos futuros.
XPCI11 (XP Crédito Imobiliário) liderou as altas do dia, com avanço de 2,86%, fechando a R$ 85,22, impulsionado por percepção de qualidade de crédito e gestão ativa. O BTAL11 (BTG Pactual Agro Logística) apareceu na sequência, subindo 2,68% e terminando a R$ 91,50, em dia positivo para ativos ligados à logística.
Entre as quedas, BRCO11 (Bresco Logística) foi o destaque negativo, recuando 3,96% e encerrando a R$ 118,20, em movimento de realização após recentes valorizações. RBRR11 (RBR Rendimento High Grade) caiu 2,76%, cotado a R$ 87,76, refletindo ajustes na curva de crédito e rotação de portfólio.
Perspectivas para o índice de fundos imobiliários seguem condicionadas ao cenário de juros e à temporada de resultados dos fundos. Em caso de estabilidade das taxas e manutenção da distribuição de rendimentos, o apetite por risco pode se recompor gradualmente.
Para os próximos pregões, o comportamento do IFIX perto da máxima de 52 semanas será monitorado de perto. A sustentação acima dos 3.900 pontos pode abrir espaço para novas tentativas de alta, enquanto uma perda desse patamar indica maior seletividade entre os FIIs.