O IFIX encerrou a sessão desta segunda-feira (2) em leve queda de 0,2%, aos 3.853,10 pontos, uma retração de 7,89 pontos ante o fechamento anterior. O dia foi marcado por oscilações moderadas, com predominância do campo negativo ao longo do pregão, refletindo ajustes pontuais após recentes avanços do índice.
Na abertura, o indicador partiu de 3.860,89 pontos e rapidamente perdeu força, acompanhando o humor mais cauteloso dos investidores. Ainda assim, o movimento não alterou a percepção de estabilidade do mercado de fundos imobiliários, que segue sustentado por fundamentos de longo prazo, como o fluxo de rendimentos e a busca por diversificação.
O piso do dia foi registrado em 3.851,79 pontos, nível que evidenciou a pressão vendedora pontual. Em contrapartida, a máxima intradiária atingiu 3.863,04 pontos, patamar que corresponde ao maior nível dos últimos 52 semanas, reforçando que, apesar da queda, o índice permanece próximo de topos recentes.
Entre os destaques positivos, o RBRX11 liderou as altas com avanço de 3,76%, fechando a R$ 8,83. O movimento sugere apetite por ativos descontados e maior interesse em fundos de recebíveis. O HSML11 também figurou entre os melhores desempenhos, subindo 2,3% e encerrando a R$ 93,99, beneficiado por expectativas mais favoráveis para o varejo físico.
No campo negativo, o CACR11 apresentou a pior performance do dia, caindo 3,17% para R$ 81,25. A realização de lucros e ajustes na curva de juros podem ter contribuído para a pressão sobre o papel. O TGAR11 recuou 3% e terminou a R$ 75,21, acompanhando o movimento mais amplo de seletividade entre fundos com risco de desenvolvimento.
Em síntese, o IFIX recuou levemente, mas segue próximo de sua máxima anual, enquanto investidores reavaliam posições em meio a um cenário de juros e distribuição de rendimentos. A rotação entre segmentos do mercado de FIIs permanece em curso, com destaque para fundos de recebíveis e shoppings.