O IFIX encerrou a sessão desta terça-feira (10) em queda de 0,25%, aos 3.833,81 pontos, acumulando a quinta baixa consecutiva. O movimento, embora moderado, reforça a cautela do mercado de fundos de investimento imobiliário diante do cenário de juros e liquidez. A variação diária representou um recuo de 9,65 pontos em relação ao fechamento anterior.
Na abertura, o índice marcou 3.843,47 pontos, praticamente estável frente aos 3.843,46 pontos do último fechamento. Ao longo do pregão, o IFIX oscilou entre a mínima de 3.833,19 e a máxima de 3.844,67 pontos, refletindo um dia de volatilidade contida e baixa amplitude. Ainda assim, o viés vendedor prevaleceu até o fechamento.
Foi a quinta sessão seguida de perdas para o indicador de fundos imobiliários, mantendo a tendência observada desde o meio da semana passada. A última alta ocorreu na terça-feira anterior (3), quando o índice avançou 0,1%. A sequência negativa tem sido marcada por quedas pequenas, sugerindo realização seletiva e rotação entre segmentos do mercado.
Entre os destaques positivos do dia, RBRF11 (FII Rio Bravo Multiestratégia) avançou 2,9% e terminou cotado a R$ 11, enquanto VINO11 (Vinci Offices FII) subiu 2,78%, fechando a R$ 5,55. Esses movimentos indicam apetite por estratégias diversificadas e uma busca por assimetria em ativos de lajes corporativas. Já entre as quedas, PVBI11 (FII VBI Prime Properties) recuou 2,55%, encerrando a R$ 80,57, e BBIG11 (BB Premium Malls FII) cedeu 2,45%, a R$ 7,18.
Apesar do recuo, o comportamento do índice permanece dentro de uma faixa estreita, com oscilações discretas que reforçam a leitura de prudência. Investidores seguem atentos à trajetória da política monetária e aos impactos sobre cap rates, vacância e revisões de contratos.
Em síntese, o IFIX mantém uma sequência de perdas moderadas, com o mercado testando suportes e reagindo de forma diferenciada entre setores e gestores. No curto prazo, os fluxos e a percepção de risco devem seguir ditando o ritmo dos preços, enquanto o investidor acompanha os próximos indicadores econômicos.