O IFIX encerrou a sexta-feira (23) aos 3.841,53 pontos, com alta de 32,23 pontos, equivalente a 0,85% frente ao fechamento da semana anterior. O indicador de desempenho dos fundos imobiliários manteve viés positivo ao longo de toda a sessão, refletindo um dia de maior apetite por risco na B3.
Na mínima intradiária, o índice tocou 3.820,21 pontos. Já na máxima do dia, alcançou 3.842,05 pontos, marcando o topo anual. Esse avanço reforça a recuperação gradual observada desde o início do ano, com investidores buscando renda recorrente e proteção contra volatilidade.
Em paralelo, o Ibovespa também operou em alta consistente, subindo 1,86% e fechando aos 178.858,55 pontos. A leitura conjunta sugere um movimento de valorização mais amplo no mercado acionário, beneficiando ativos sensíveis ao ciclo econômico e à trajetória de juros.
Entre os destaques positivos, o RBRP11 liderou os ganhos da sessão com valorização de 2,86%, encerrando a R$ 55,80. O bom desempenho foi interpretado como continuidade do fluxo comprador em ativos com portfólios diversificados e maior liquidez no secundário.
Na sequência, o LIFE11 avançou 2,58%, fechando a R$ 8,74. A performance do fundo reforça o interesse por estratégias temáticas e maior diversificação setorial, impulsionando a busca por yield ajustado ao risco.
Por outro lado, o CCME11 registrou o pior resultado do pregão, com queda de 2,05% e preço de fechamento em R$ 9,10. A correção reflete ajustes pontuais de carteira e sensibilidade a notícias setoriais, comuns em dias de maior rotação entre ativos.
Logo atrás, o JSCR11 recuou 1,53%, encerrando a R$ 8,34. Apesar das quedas, o comportamento geral do índice de fundos imobiliários permaneceu construtivo, sustentado pelo cenário de juros em queda gradual e maior procura por renda passiva.
Em suma, o avanço do IFIX ao topo do ano reforça a tendência positiva do segmento, com fluxo seletivo entre cotas e atenção aos fundamentos, enquanto o mercado acompanha indicadores macro e sinalizações de política monetária.