IRIM11 reportou resultado de R$ 28,682 milhões em fevereiro, superando os meses anteriores, apoiado por receitas totais de R$ 31,293 milhões. O desempenho refletiu a forte contribuição da carteira de CRIs e a melhora no ambiente de indexadores inflacionários, sustentando a geração de caixa do fundo.
A principal fonte de receita veio dos CRIs, que somaram R$ 26,507 milhões. Com esse resultado, o FII distribuiu R$ 0,80 por cota, alta de 15,9% sobre o pagamento anterior. No regime de caixa, o resultado ficou acima de R$ 0,81 por cota, com o excedente direcionado para reserva, reforçando a previsibilidade dos rendimentos e a disciplina de gestão.
Segundo a administração, a melhora na correção monetária dos ativos impulsionou o resultado. O IPCA médio considerado no caixa foi de 0,31%, refletindo o cenário inflacionário atual. Houve ainda recebimento de prêmio relacionado à quitação do CRI Allegra Pacaembu, fator adicional para o avanço do desempenho no mês.
A atualização monetária dos CRIs teve efeito positivo na rentabilidade, enquanto a dinâmica da carteira seguiu focada em otimização de risco-retorno. Em paralelo, a gestão manteve postura cautelosa nas movimentações táticas, priorizando a estabilidade de rendimentos no curto prazo.
Reorganização de carteira do fundo imobiliário segue alinhada ao plano de reduzir gradualmente a exposição a determinados FIIs. Em fevereiro, as vendas desses ativos somaram cerca de 0,18% do patrimônio líquido, abaixo do mês anterior, em razão de um cenário de preços menos favorável.
Entre as novas alocações, o fundo participou de operação no mercado primário do CRI Allegra Pacaembu, em tranche mezanino, equivalente a aproximadamente 0,3% do PL, com remuneração de CDI + 4,0%. Os recursos foram destinados ao refinanciamento integral das dívidas da concessionária, substituindo um CRI anteriormente detido.
O FII também ampliou posição no CRI Galleria I em cerca de 0,07% do PL, papel indexado a IPCA + 9,73%. Além disso, houve liquidação do CRI Allegra Pacaembu previamente em carteira, reduzindo a exposição do IRIM11 de 1,4% para 0,3% do PL, com ganho de capital estimado em R$ 0,09 por cota, decorrente de prêmio previsto que elevou a TIR para cerca de CDI + 9%. O fundo ainda tem direito a duas parcelas adicionais desse prêmio, previstas para julho e dezembro, potencialmente adicionando R$ 0,03 por cota em cada pagamento.