O fundo imobiliário JSAF11 encerrou dezembro com resultado de R$ 7,338 milhões, sustentado por receita total de R$ 7,882 milhões no mês. A gestora manteve a disciplina na alocação e confirmou a política de distribuição compatível com o fluxo de caixa operacional, preservando reservatórios estratégicos para os próximos meses.
Com esse desempenho, o fundo distribuiu R$ 6,201 milhões em proventos, o que corresponde a R$ 0,08 por cota. O pagamento ocorreu no décimo dia útil do mês seguinte, considerando a base de cotistas ao final de dezembro, assegurando previsibilidade ao calendário de rendimentos.
O dividend yield mensal foi de 1,03%, equivalente a aproximadamente 12,36% ao ano, com base no preço de fechamento de R$ 7,77 por cota e isenção de IR para pessoa física. Esse patamar reforça a atratividade relativa do produto no segmento de fundos imobiliários, alinhado ao perfil de renda recorrente buscado pelos investidores.
A estratégia do JSAF11 permanece conservadora no curto prazo, em linha com o guidance previamente comunicado. Para o primeiro semestre de 2026, a faixa projetada de dividendos do JSAF11 segue entre R$ 0,075 e R$ 0,095 por cota, refletindo foco em preservação de capital, liquidez e manutenção de níveis sustentáveis de distribuição.
No fechamento de 2025, o fundo registrou reserva de distribuição positiva de R$ 0,004 por cota, oferecendo colchão para eventuais oscilações de receita. O retorno consolidado, somando variação patrimonial e dividendos, avançou 4,41% em dezembro, mostrando resiliência em um ambiente ainda seletivo para alocação.
No acumulado do ano, o JSAF11 superou o IFIX em 2,64 p.p., evidenciando desempenho acima do principal índice de fundos imobiliários da B3. Essa diferença indica boa execução na seleção de ativos e gestão de riscos, fatores essenciais para geração de alfa no médio prazo.
Composição da carteira
A carteira do FII JSAF11 mantém 88% dos recursos em fundos imobiliários, com o restante alocado em CRIs (7%), ações (1%) e caixa (4%). Por segmentação, recebíveis imobiliários lideram com 39%, seguidos por lajes corporativas e propriedades (26%), fundo de fundos (12%), logística (7%), shopping centers (5%) e renda urbana (2%).
Aproximadamente 46% do patrimônio visa renda, 24% foca ganho de capital e 30% adota estratégia híbrida. Entre as posições individuais, FPAB11 (8,89%), PSEC11 (7,02%) e RCRB11 (6,94%) figuram entre as maiores exposições.