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FIIs

Mercado corporativo de SP acelera recuperação e reduz vacância mesmo com novas entregas

Mercado corporativo de SP acelera recuperação e reduz vacância mesmo com novas entregas
Foto: Suno/Banco

O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo avançou no 2º trimestre de 2026. Mesmo com a entrega de 53 mil m² — o maior volume recente —, a taxa de vacância caiu e os preços pedidos subiram, com atividade de locação intensa.

Segundo relatório da Newmark (NYSE:NMRK), a vacância recuou para 14,3% no trimestre de maior incorporação recente. A absorção bruta alcançou 175 mil m² (total de áreas locadas no período). Os aluguéis médios pedidos atingiram R$ 128,20/m² ao mês, alta de 6% frente ao 1T26 e de cerca de 14% em 12 meses.

Conjunto de estudos sobre escritórios de alto padrão

No fim de 2025, a Newmark reportou vacância de 15,9%, a menor desde 2012, com recordes de absorção e expectativa de continuidade da recuperação. Seis meses depois, a trajetória se mantém mesmo com novas entregas, sustentada pela expansão da demanda.

A JLL (NYSE:JLL) classificou 2025 como histórico no segmento paulistano, com recordes de absorção bruta e líquida e a menor vacância em 14 anos. A consultoria apontou capacidade de absorver grandes áreas e expectativas positivas para 2026.

Novos polos ganham protagonismo

A demanda se redistribuiu entre regiões. Pinheiros liderou a ocupação no 2T26, seguida por Chucri Zaidan, Barra Funda e Chácara Santo Antônio.

Esses eixos ganham espaço frente a Faria Lima, JK e Itaim Bibi, atraindo empresas de tecnologia e serviços financeiros para prédios modernos e certificados. Os aluguéis seguem mais altos nos polos tradicionais, mas a expansão reduz a concentração.

Esse movimento também impulsiona fundos imobiliários de lajes corporativas, que vêm registrando queda gradual da vacância e novas locações fora do “miolo” da Faria Lima.

Nova oferta não muda perspectiva

A Newmark projeta aceleração nas entregas no 2º semestre, com volume robusto até o fim do ano. A absorção deve continuar crescendo, sem desequilíbrio relevante, sobretudo nos ativos de melhor qualidade e localização.

O cenário difere do pós-pandemia: ocupação em alta, vacância em queda e aluguéis valorizados, com demanda sustentando a recuperação.

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