O mercado de escritórios de São Paulo somou 834 mil m² em absorção bruta nos últimos 12 meses, segundo a Pesquisa e Análise do Mercado de Locação de Escritórios do 4º trimestre de 2025, realizada pelo Secovi-SP em parceria com a CBRE. O resultado é o segundo melhor dos últimos cinco anos e confirma a resiliência do segmento corporativo da capital. Embora abaixo do volume de 2024, o nível de atividade segue elevado.
O levantamento monitora cerca de 8,7 milhões de m² de área locável de alto padrão na cidade. O destaque do período foi a maior tração em edifícios mais modernos, com 60% da absorção bruta concentrada em prédios Classe A e A+. Esse avanço reforça a busca por especificações técnicas superiores e melhor infraestrutura.
Demanda por escritórios de alto padrão cresce
No trimestre, o movimento conhecido como “flight to quality” ganhou força. Empresas migraram para ativos com certificações, sistemas prediais de última geração e eficiência operacional. Foi o maior percentual de ocupação em A/A+ dos últimos cinco anos, sinalizando preferência clara por qualidade e performance.
Os edifícios analisados passam por avaliação com cerca de 100 critérios técnicos — entre eles capacidade para ar-condicionado central, pé-direito elevado, lajes amplas e presença de piso elevado. Esses atributos suportam layouts flexíveis, maior conforto ambiental e melhor gestão energética, diferenciais valorizados em contratos de longo prazo. A palavra de ordem é eficiência.
Preços de locação mantêm estabilidade
Mesmo com redução de vacância em alguns eixos, o preço médio de locação para imóveis Classe A/A+ permaneceu estável no 4º trimestre. A oferta contínua de espaços Triple A ajudou a equilibrar a precificação, ainda que áreas tradicionais tenham registrado menor disponibilidade. Essa dinâmica indica um mercado seletivo, porém competitivo.
Entre as regiões com baixa oferta estão os corredores da Avenida Paulista e dos Jardins, que observaram queda na disponibilidade ao longo do período. A recomposição de estoque deve ocorrer de forma localizada, acompanhando entregas futuras e renegociações de portfólio. Assim, o mercado de escritórios mantém fundamentos sólidos e perspectivas positivas para 2026.