O MXRF11 manteve a distribuição de R$ 0,100 por cota no 4º trimestre de 2025, sinalizando estabilidade no rendimento aos cotistas. No mesmo período, o fundo reportou resultado de R$ 0,300 por cota, uma alta de 0,67% frente ao trimestre anterior. A manutenção do patamar de proventos, combinada com leve avanço do resultado, reforça a consistência operacional do Maxi Renda.
A distribuição média ficou estável na comparação trimestral (0% QoQ), enquanto o resultado apresentou evolução marginal. Esse descolamento entre resultado e distribuição pode ampliar a flexibilidade para gestão de reservas e suavização de pagamentos em ciclos distintos. Para investidores, o comportamento reforça a previsibilidade do fluxo de caixa do MXRF11.
Ao fim de dezembro, a reserva acumulada de correção monetária somou R$ 12,44 milhões, equivalente a R$ 0,0270 por cota. Esse montante tende a servir como colchão para eventuais variações de indexadores e inadimplência, contribuindo para a manutenção dos proventos ao longo do tempo. A gestão segue monitorando o impacto dos indexadores no portfólio.
No 4º trimestre, o fundo executou aquisições de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) no total de R$ 71,23 milhões, com parte das operações atrelada ao IPCA. A alocação em CRIs indexados busca proteger o rendimento real do portfólio em cenários de inflação mais pressionada, além de diversificar riscos de crédito. As novas operações foram detalhadas no relatório gerencial.
Patrimônio e liquidez também permaneceram robustos. O patrimônio líquido encerrou o trimestre em R$ 4,32 bilhões, com 460,27 milhões de cotas emitidas. No mercado secundário, a liquidez média diária foi de R$ 12,69 milhões, patamar que facilita entradas e saídas de investidores sem grandes impactos no preço.
Os dados constam no relatório gerencial do 4º trimestre de 2025 do MXRF11, que consolida resultados, distribuição e movimentações da carteira. No conjunto, o período foi marcado por estabilidade na renda, leve ganho de resultado e reforço da proteção inflacionária por meio de CRIs indexados, mantendo a tese de renda recorrente para o cotista do MXRF11.
A combinação de estabilidade na distribuição, avanço marginal no resultado e incremento tático em CRIs atrelados ao IPCA sustenta a resiliência do portfólio. Para o investidor, o cenário reforça o caráter defensivo do MXRF11 e a busca por previsibilidade de rendimentos.