O MXRF11 encerrou dezembro com resultado de R$ 46,764 milhões, superando novembro (R$ 46,266 milhões) e outubro (R$ 43,827 milhões). Foi o segundo mês seguido de avanço, reforçando a trajetória de recuperação do fundo e a resiliência diante da dinâmica inflacionária recente, que afetou parte da carteira indexada ao IPCA.
A receita total do período somou R$ 50,101 milhões, com os CRIs permanecendo como principal motor, responsáveis por R$ 37,945 milhões. A carteira de fundos imobiliários acrescentou R$ 6,294 milhões, enquanto as permutas financeiras contribuíram com R$ 5 milhões. LCI e aplicações em renda fixa completaram o quadro, gerando R$ 861,7 mil em receitas no mês.
O desempenho dos CRIs refletiu a maior exposição ao IPCA em um ambiente de inflação mais baixa, o que comprimiu a correção monetária dos ativos. Ainda assim, o fundo imobiliário MXRF11 preservou capacidade de distribuição, amparado por gestão ativa e por reservas que suavizam oscilações conjunturais no índice de preços.
Como parte desse colchão, o fundo manteve reserva acumulada de correção monetária de R$ 12,44 milhões, equivalente a R$ 0,027 por cota. Esse montante oferece flexibilidade para sustentar proventos e ajustar o ritmo de pagamentos em cenários de indexadores mais contidos, preservando a previsibilidade para o investidor.
Os cotistas receberam R$ 0,10 por cota, com pagamento em 15 de janeiro de 2026. Com base no preço de fechamento de R$ 9,54, os dividendos do MXRF11 corresponderam a 99,57% do CDI líquido de impostos, patamar competitivo frente a alternativas de renda fixa e ao comportamento recente da taxa básica de juros.
A gestão promoveu ajustes relevantes na alocação. No mercado secundário de CRIs, foram adquiridos mais de R$ 260 milhões em papéis, com destaque para a realocação de cerca de R$ 75 milhões no CRI Shopping Itaquera. Houve ainda venda de aproximadamente R$ 62 milhões, otimizando o carrego e o perfil de risco. No book de permutas financeiras, o fundo MXRF11 destinou R$ 32 milhões a um projeto de alto padrão no Campo Belo e estruturou operação de R$ 75 milhões para aquisição de estoque residencial, remunerada a CDI + 5,00% ao ano. A alienação do Edifício Oceanic gerou lucro de R$ 2,6 milhões, com potencial adicional de R$ 430 mil.