O MXRF11 concluiu a venda do Edifício Oceanic em novembro de 2025, conforme comunicado em relatório gerencial. A transação foi realizada em conjunto com outros investidores e ocorreu após a execução do CRI Harte, por meio do qual o imóvel havia sido incorporado ao portfólio do fundo. Segundo a gestão, o Oceanic era considerado um ativo antigo, alinhando a venda à estratégia de reciclagem de carteira e liberação de capital.
A operação resultou em lucro para o fundo, com a maior parte dos recursos entrando em dezembro. Embora os números detalhados ainda não tenham sido informados, a administração indicou que os impactos no resultado e no caixa serão conhecidos no próximo relatório gerencial. Assim, investidores devem observar possíveis efeitos positivos na geração de caixa e na capacidade de distribuição de rendimentos.
No segmento de crédito, o fundo ampliou sua posição em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) no mercado secundário, adquirindo mais de R$ 300 milhões em novembro. A principal movimentação foi a realocação do CRI Birmann 32, em uma transação de aproximadamente R$ 160 milhões, reforçando a estratégia de concentração em ativos de crédito de qualidade.
Ao mesmo tempo, o MXRF11 alienou cerca de R$ 200 milhões em outros CRIs, como parte da reciclagem tática do portfólio. A gestão mantém diretriz de alocar cerca de 80% do patrimônio líquido em CRIs, priorizando nomes de crédito de alta qualidade, remuneração atrativa e oportunidades de ganho de capital no mercado secundário.
Desempenho de novembro (H2)
O fundo reportou resultado apurado em regime de caixa de R$ 0,1005 por cota em novembro, totalizando R$ 46,25 milhões. O book de CRIs contribuiu com R$ 38,92 milhões, enquanto o book de FIIs somou R$ 6,65 milhões, e as permutas financeiras adicionaram R$ 3,0 milhões. Houve manutenção de reserva de correção monetária de R$ 13,08 milhões (R$ 0,0284 por cota), oferecendo colchão para eventuais oscilações.
O desempenho dos CRIs segue influenciado pelo IPCA, dado o perfil indexado dos ativos, o que pode sustentar a rentabilidade em cenários de inflação. Em linha com os resultados, o MXRF11 distribuiu R$ 0,10 por cota, equivalente a yield mensal de 1,02% e anualizado de 12,94%, o que representou 113,9% do CDI no período considerando gross-up de impostos.
Para os próximos relatórios, o mercado aguarda a divulgação dos detalhes financeiros da venda do Oceanic, incluindo impactos no resultado e no caixa. A combinação de reciclagem de ativos e reforço em CRIs sugere continuidade do foco em eficiência de portfólio e distribuição consistente para os cotistas do MXRF11.