O fundo imobiliário PMLL11 apurou resultado de R$ 9,685 milhões em dezembro, sustentado por receitas totais de R$ 15,111 milhões. As despesas operacionais somaram R$ 4,413 milhões, enquanto as financeiras ficaram em R$ 1,013 milhão. Apesar do efeito não recorrente no mês, a gestão manteve a previsibilidade de distribuição, alinhada ao guidance semestral.
Um impacto pontual afetou o resultado: o adiantamento de despesas de indenização de passivo tributário do Boulevard Shopping Bauru, equivalente a R$ 0,23 por cota. Esse ajuste contábil não recorrente explica parte da diferença entre o desempenho operacional e o lucro líquido do período, sem alterar a estratégia de remuneração aos cotistas.
O fundo manteve distribuição de R$ 0,86 por cota, paga em 15 de janeiro, preservando a consistência do fluxo ao investidor. Após o pagamento, a reserva acumulada passou a R$ 0,72 por cota, reforçando o colchão para eventuais sazonalidades. Pouco depois, o FII anunciou seu maior dividendo histórico: R$ 1,00 por cota, com pagamento em 13 de fevereiro, referente ao resultado de janeiro.
Em janeiro de 2026, o PMLL11 concluiu uma transação estratégica com aquisição de 15% do Suzano Shopping por R$ 51,1 milhões e venda de 35% do Boulevard Shopping Bauru por R$ 91,5 milhões. O conjunto da operação gerou ganho de R$ 0,58 por cota, evidenciando reciclagem de portfólio disciplinada e foco em criação de valor. A venda em Bauru ocorreu a 9% acima do capital investido, com TIR nominal próxima de 14% ao ano.
A alavancagem do portfólio está em 10,3%, patamar que, segundo a gestão, sustenta expansão sem pressionar a estrutura financeira. Entre os destaques operacionais recentes, houve recuperações de inadimplência em novembro, com melhora no Madureira Shopping (redução de 11,6%) e no Caxias Shopping (queda de 8,9%), refletindo eficiência na cobrança e maior qualidade de receita.
As vendas por metro quadrado alcançaram R$ 1.614/m² em novembro, alta de 1,4% na comparação anual e avanço de 7,6% no acumulado do ano. O NOI por metro quadrado chegou a R$ 96,1/m², expansão de 7,9% anual. A taxa de ocupação seguiu elevada, próxima de 96% no fim de novembro, reforçando a resiliência operacional do portfólio e a capacidade de geração de caixa do PMLL11.