A B3 divulgou o ranking dos fundos imobiliários mais negociados em dezembro de 2025 e no acumulado do ano, evidenciando a concentração de liquidez no mercado secundário. Os dados mostram a participação percentual de cada FII no volume total de negociações, com forte destaque para poucos ativos com grande representatividade.
No acumulado de 2025, os 10 FIIs mais negociados concentraram aproximadamente 29,1% do volume total do mercado. Esse número reforça como a atenção dos investidores se direciona para carteiras com maior liquidez, spreads menores e presença consistente no pregão. A B3 observa que essa dinâmica beneficia a formação de preços e a execução de ordens, mas pode reduzir a visibilidade de fundos menores.
A concentração é significativa: menos de 3% do universo de FIIs listados na B3 no ranking dos fundos imobiliários respondeu por quase um terço de todas as negociações do ano. Esse recorte ilustra um mercado seletivo, no qual casas de gestão consolidadas e estratégias conhecidas tendem a atrair maior fluxo.
Líderes de dezembro concentram negociações
Em dezembro, CPLG11 liderou com 5,3% do volume total, seguido por BTLG11 (4,4%) e TRXF11 (4,3%). XPML11 ficou na quarta posição com 3,7%, enquanto HGLG11 ocupou o quinto lugar com 3,5%. Esses fundos, com diferentes exposições a logística, varejo e contratos corporativos, puxaram a liquidez no fim do ano.
Entre os demais destaques do mês, MXRF11 atingiu 3,4%, KNCR11 3,2% e GSFI11 3,0%. KNIP11 somou 2,7% e CPUR11 fechou o top 10 com 2,4%. Cada um apareceu com relevância pontual, reforçando a rotação de interesse conforme eventos e divulgações periódicas.
No acumulado anual, KNCR11 liderou com 3,8%, seguido por XPML11 (3,7%) e CPLG11 (3,6%). MXRF11 ficou em quarto com 3,5%, e CPUR11 em quinto com 2,9%. BTLG11 e TRXF11 empataram na sexta posição com 2,5% cada, enquanto KNIP11 (2,3%), HGLG11 (2,2%) e CPTS11 (2,1%) fecharam os dez mais negociados.
Para o investidor, o ranking dos fundos imobiliários ajuda a mapear liquidez e spreads, além de indicar onde se concentra o interesse institucional. Ainda assim, é essencial avaliar fundamentos, gestão, vacância, contratos e riscos de cada FII antes de decidir.