O fundo imobiliário RBRL11 encerrou dezembro com lucro de R$ 2,058 milhões, amparado por receitas de R$ 9,227 milhões e despesas de R$ 7,168 milhões. A gestão reforçou a disciplina operacional e manteve a distribuição consistente aos cotistas, refletindo o desempenho do mês e o cenário transacional do portfólio.
Com base nesse resultado, o fundo distribuiu R$ 5,015 milhões em dividendos, equivalente a R$ 0,75 por cota. O valor está alinhado ao guidance para o segundo semestre, sinalizando estabilidade no fluxo de rendimentos e aderência ao planejamento anunciado.
A administração reiterou a projeção de rendimentos do RBRL11 entre R$ 0,73 e R$ 0,77 por cota até o fim de 2025. Trata-se de estimativa baseada em informações disponíveis e não constitui promessa de rentabilidade, mantendo a comunicação prudencial com o mercado.
Em 22 de dezembro de 2025, o FII RBRL11 formalizou a venda dos imóveis de seu portfólio por meio de fato relevante. Os documentos definitivos foram assinados em 19 de dezembro com o fundo XPLG11, consolidando uma das principais transações do segmento logístico no período.
O preço total da operação foi de R$ 690.401.738,65, com pagamentos nos termos detalhados no comunicado oficial. A partir do fechamento, a gestora estimou valuation intrínseco aproximado de R$ 110,81 por cota, tomando como referência a cotação do XPLG11 a R$ 104,91 na mesma data.
Após descontar despesas operacionais estimadas e outras obrigações futuras do RBRL11, o valuation intrínseco projetado passou a cerca de R$ 106,96 por cota. Mesmo assim, o montante representa um potencial de valorização de 21,27% frente aos R$ 88,20 observados em 19 de dezembro de 2025.
Além da conclusão da venda do portfólio de galpões, dezembro não trouxe alterações relevantes na condução comercial dos ativos. No desenvolvimento, o CL Imigrantes V – Maria Loprete, em São Bernardo do Campo (SP), entrou na reta final: com 2,82% de participação do fundo, a obra foi concluída e segue em etapa final de checklist.