O fundo imobiliário RBVA11 (Rio Bravo Renda Varejo) promoveu ajustes relevantes na 6ª emissão de cotas, com mudanças no limite do lote adicional e na destinação dos recursos. A operação busca otimizar a captação e ampliar a flexibilidade para alocação, conforme a demanda dos investidores e as oportunidades de mercado identificadas pela gestão.
Entre as alterações, o fundo imobiliário elevou o limite do lote adicional de 50% para 87,5%. A decisão permite aumentar o volume total da oferta caso haja demanda excedente durante o período de distribuição, proporcionando eficiência na captação e diluição de custos operacionais por cota.
A gestão do RBVA11 também atualizou a lista de imóveis elegíveis para aquisição. Os ativos indicados seguem como potenciais alvos de investimento, sem obrigatoriedade de conclusão das compras, o que mantém a flexibilidade para priorizar retornos ajustados ao risco e condições de mercado. Esse direcionamento reforça a disciplina de capital e o foco em oportunidades com geração de caixa previsível.
Houve ainda ajuste no cronograma da oferta, incluindo novas datas para comunicação das alterações e para o período de desistência. Investidores que já tenham manifestado interesse podem exercer o direito de retratação dentro da janela estipulada, assegurando transparência e governança no processo.
A oferta tem como objetivo captar cerca de R$ 80 milhões, valor que pode ser ampliado com o lote adicional. O preço de emissão foi definido em R$ 10,58 por cota, ou R$ 10,68 ao se considerar a taxa de distribuição, patamar que busca equilibrar atratividade ao cotista e eficiência de captação.
RBVA11 vende imóvel da Caixa por R$ 7,3 milhões
O RBVA11 concluiu a venda de um imóvel na Rodovia Anchieta, em São Paulo, locado para a Caixa, por R$ 7,3 milhões à vista, a R$ 4.089,64 por metro quadrado. A transação resultou em lucro de R$ 3,86 milhões, equivalente a cerca de R$ 0,025 por cota, com preço 130% acima do custo de aquisição.
A operação apresentou taxa interna de retorno de 18,3% ao ano ao longo de 13 anos e contribuiu para reduzir a exposição do fundo ao setor bancário, que passou a representar aproximadamente 22,2% da receita contratada. Como estratégia de diversificação, o fundo imobiliário ingressou no setor farmacêutico em março ao assinar contrato de locação com a Panvel (PNVL3), no Edifício Banco Nacional do Comércio, em Curitiba, ocupando 845,82 m².